• 18/11/2018 (17:34:36)

  • Repórter: Assessoria/Diocese Erechim

​ Morre no Rio de Janeiro o padre saletino Mário Prigol

Padre tinha 90 anos e sofria de Alzheimer.

Cinco dias depois de completar 90 anos, o missionário saletino Pe. Mário Prigol faleceu na manhã deste sábado, 17, em hospital do Rio de Janeiro, onde estava internado há dez dias em estado terminal com sequelas da doença de Alzheimer. O sepultamento foi no Rio de Janeiro, na manhã deste domingo.

Nasceu no dia 12 de novembro de 1928, em Linha Gramado, Município de Erechim. Seus pais, Ângelo Prigol e Dorothea Menegatti, eram naturais do atual município de Nova Pádua. Em 1943, Mário ingressou no Seminário dos missionários saletinos em Marcelino Ramos, onde permaneceu até 1950. Lá, em 1948, fez o Noviciado, uma das etapas da Vida Religiosa. Em 02 de fevereiro de 1049, fez sua primeira Profissão Religiosa. De 1951 a 1957, estudou filosofia e teologia na Universidade Gregoriana em Roma. Foi lá em 28 de outubro de 1956, que Mário Prigol foi ordenado presbítero.

Retornando ao Brasil, de 1958 a 1960, trabalhou na Paróquia Na. Sra. da Salette, em Alto Santana, região norte da cidade de São Paulo, sendo ao mesmo tempo assistente da Juventude Operária e da Juventude Estudantil Católica (JOC e JEC) e das Equipes de Nossa Senhora, movimento de casais.

No dia 02 de fevereiro de 1961, passou a trabalhar no Rio de Janeiro, integrando a equipe dos Missionários Saletinos na Paróquia da Salette do Bairro Catumbi. Lá também esteve ligado ao trabalho com casais, pelas Equipes de Nossa Senhora e pelo Movimento Familiar Cristão, bem como com os trabalhadores através da Ação Católica Operária (ACO) e da JOC. Segundo ele próprio afirma em livro que publicou, de 1967 a 1974, esteve a serviço de jovens e adultos presos políticos. Em 1970, ele também chegou a ser preso, acusado de subversão.

De 188 a 1996, foi assistente da ACO latino-americana. Mas Pe. Mário continuou trabalhando no Rio de Janeiro desde que para lá foi transferido em 1961, especialmente junto à população das favelas. Em 2002, publicou o livro Mário Prigol Educador da Fé entre Trabalhadores e Militantes Populares – Confrontos históricos no Brasil e no mundo, 1926-1988. Previa um segundo livro para falar do período posterior, de 1989 a 2003.