• 29/11/2018 (17:07:17)

  • Da Redação

Confiança de serviços

Confiança de serviços tem maior nível histórico desde abril de 2014

O Índice de Confiança de Serviços (ICS) subiu 5,1 pontos em novembro, ao passar de 88,3 para 93,4 pontos, maior nível histórico desde os 95,9 pontos de abril de 2014.

Os dados foram divulgados hoje (29), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre–FGV), e indicam que, em médias móveis trimestrais, o índice avançou 1,5 ponto, mantendo o sinal positivo pelo quarto mês consecutivo.

Índice de Confiança de Serviços (ICS) subiu 5,1 pontos em novembro ao passar de 88,3 para 93,4 pontos, maior nível histórico desde abril de 2014 (Arquivo/Agência Brasil/EBC)

Segundo a FGV, a alta do índice de confiança foi disseminada, atingindo 85% das 13 principais atividades pesquisadas.

O Índice de Expectativas (IE) avançou 8,3 pontos em novembro, indo para 99,4, maior nível desde os 99,9 pontos de fevereiro de 2014 – esta é a maior alta de crescimento na margem do IE desde o início da série histórica da pesquisa, em junho de 2008.

Os dois quesitos que compõem o índice contribuíram positivamente para o resultado: o indicador tendência dos negócios cresceu 8,3 pontos e o indicador demanda prevista subiu 8,0 pontos.

Para o consultor da FGV, Silvio Sales, o avanço significativo da confiança em novembro está intimamente ligado à melhora das expectativas empresariais que parecem refletir os efeitos do resultado das eleições.

“Essa melhora no ânimo das empresas, no entanto, não altera o fato de os indicadores de confiança permanecerem ainda na faixa abaixo dos 100 pontos, o que significa dizer que há o predomínio de respostas negativas sobre o ambiente de negócios”, ressaltou Sales.

Para ele, “a confirmação da melhora na curva de confiança do setor estará, provavelmente, condicionada ao andamento do processo de transição para o novo governo”.

Intenção de demitir é a menor dos últimos 4 anos

A forte elevação das expectativas do setor de serviços trouxe um reflexo importante no índice que mede o ímpeto de emprego: ao crescer 5 pontos na passagem de outubro para novembro, o percentual de empresas que informaram planejar cortes de pessoal nos próximos três meses apresentou o menor nível desde setembro de 2014.

A edição de novembro da pesquisa coletou informações de 1.886 empresas entre os dias 2 e 26 deste mês.