• 05/12/2018 (00:37:03)

  • Da Redação

  • Repórter: Equipe Versar

Dez dicas para driblar o medo de fogos no réveillon

Cães e gatos sofrem com o excesso de barulho por terem maior sensibilidade auditiva

Com as festas de fim de ano, os fogos de artifício voltam a trazer transtornos aos pets. Para lidar com o problema, a veterinária Karina Mussolino orienta a realizar um trabalho de “força tarefa” para habituar os bichinhos aos diversos barulhos, de uma maneira que se adaptem e não sintam medo nem estresse.

— Com a audição muito mais sensível que a dos humanos, os pets sofrem com o estampido dos fogos. No caso dos cães, coração acelerado, salivação excessiva e tremores são indicativos de que algo não está bem. Em pânico, os bichinhos podem ter reações inesperadas e se machucar. No caso de pacientes doentes, o quadro de saúde pode se agravar.

Os sintomas do problema são agressão, eliminação de fezes/urina, derramamento de saliva, vômito, hiperatividade, hipervigilância, busca de atenção, fuga, postura abaixada/encolhida, vocalização e tremores.

Muitos tentam fugir nessas ocasiões e, por muitas vezes, podem ficar presos em portas, portões ou janelas; quebrar objetos ou até mesmo vidraças e se cortar ou ferir. Há risco de atropelamento, pois o animal pode escapar e ir para a rua. Se o artefato explodir muito próximo ao animal, pode lesionar o tímpano e, como consequência, comprometer a audição.

10 dicas para driblar o medo

1 – Utilizar sons com barulhos de fogos e trovões, ou barulhos de TV ou som alto no momento em que tem alguém em casa para acompanhar, desviar o foco, interagir com o pet, assim ele não associa o medo com algo negativo e sim com uma atividade divertida;

2 – Utilizar protetores auriculares próprios para pets;

3 – Deixar disponível na residência feromônios sintéticos (liberados por meio de um difusor elétrico) que auxiliam na adaptação;

4 – Para alguns pets que preferem se esconder, restringir o espaço e ficar quietinho num local. Exemplo: caixa de transporte “porto seguro”;

5 – Deixar roupas, toalhas e ou cobertores com o cheiro dos tutores para que os pets se sintam protegidos;

6 – Não punir, mostrar indiferença ao comportamento de medo, mas sempre se manter perto;

7 – Usar recompensas positivas (petiscos, brinquedos);

8 – Cães e gatos costumam se esconder nesses momentos de medo, por isso é importante deixá-los livres, não prender na coleira e manter em espaço livre para que não se machuquem;

9 – No caso dos gatos, é comum que sumam da vista dos donos. Se a casa ou o apartamento forem seguros, com redes nas janelas e portões fechados, deixe o bichano por lá, evite ficar chamando para não estressá-lo mais;

10 – Evite a automedicação, sem orientação do veterinário, pois há risco à saúde dos bichinhos.