• 07/12/2018 (02:27:00)

  • Da Redação

  • Repórter: AFP

Uruguai aumenta produção de maconha

Uruguai aumenta produção de maconha para venda em farmácias

Conforme governo, mercado formal da droga tirou 10 milhões de dólares do tráfico em um ano e meio

O Uruguai abrirá em fevereiro uma nova licitação para que novas empresas comecem a produzir maconha com fins recreativos para ser vendida nas farmácias, informou o governo nesta quinta-feira.

A licitação, prevista para 11 de fevereiro, será para até cinco empresas que deverão produzir 2 toneladas de maconha por ano, em terrenos de três hectares que serão fornecidos pelo Estado uruguaio e contarão com segurança pelas autoridades. “Essas empresas se unirão às duas que atualmente produzem”, explicou em coletiva de imprensa o chefe de gabinete da Presidência uruguaia, Juan Andrés Roballo.

A venda em farmácias está habilitada desde julho do ano passado. Mais de 31 mil pessoas se registraram para comprar. Além disso, existem ao menos 7 mil produtores e 110 clubes filiados, de acordo com os últimos números oficiais disponíveis.

“O mercado formal arrebatou pelo menos 10 milhões de dólares do comércio de drogas em apenas um ano e meio”, disse Roballo, referindo-se aos efeitos da inovadora legislação uruguaia, aprovada em 2013, que permite o cultivo doméstico, cooperativo e a compra de cannabis produzida pelo Estado. “Trata-se de dinheiro do mercado regulado, que é impedido de atingir o tráfico de drogas e, portanto, financia atividades criminosas”, acrescentou.

O diretor do Instituto de Regulação e Controle da Cannabis (Ircca), Martín Rodríguez, destacou que as novas empresas se submeterão às mesmas “condições de venda, logística e sistema de pagamentos” das atuais: “2 toneladas por ano de produção e distribuição por companhia, 100% correspondente a folhas secas e embalagem nas condições estabelecidas” em pacotes herméticos.

O Uruguai aprovou em 2013 uma inédita lei que permite o cultivo doméstico de até seis pés de maconha por residência; o plantio cooperativo em clubes de até 99 pés por instituição, e a compra de maconha produzida por empresas privadas sob o controle estatal através de farmácias do país, na razão de 40 gramas por mês para usuários registrados no Ircca.