• 06/02/2019 (12:02:31)

  • Repórter: NSC

Risco de desmoronamento

Após vistoria, Serra do Rio do Rastro continua interditada

Trecho está fechado desde a noite de segunda-feira

Foto: Guilherme Hahn, especial NSC

A Serra do Rio do Rastro, que liga Lauro Müller a Bom Jardim da Serra, continua interditada. Uma reunião na tarde desta terça-feira (5) discutiu as condições do trecho da SC-390 com a Defesa Civil Estadual. O assunto também foi abordado com o governador Carlos Moisés. Por enquanto, não há nova decisão sobre o tráfego de veículos no local, que está interditado desde a noite de segunda-feira. A informação foi publicada em reportagem especial da jornalista Lariane Cagnini, do NSC, nesta quarta-feira(6). 

Rachaduras na pista de concreto e o descolamento da mureta de contenção foram os pontos mais graves encontrados na vistoria, e que motivaram a interdição. Também há locais onde a drenagem está comprometida, e a água que desce da serra verte entre as emendas da pista. 
Nesses pontos, as placas de concreto apresentam desnível e o solo tem cedido, segundo o coordenador regional da Defesa Civil de Santa Catarina no Sul, Rosinei da Silveira.

— Observamos que a potencialização dos riscos tanto no leito da rodovia quanto nas encostas ainda continuam, em alguns trechos até riscos potencializados. O pavimento na parte de concreto está cedendo em algumas áreas, com rebaixamento na pista, e no asfalto também a encosta não está tão segura, e a pista sendo rebaixada — explicou.

Na reunião desta tarde também foram discutidas alternativas temporárias para a região. Entre as possibilidades, além de manter a rodovia fechada, está a liberação para o tráfego de veículos leves, mas a decisão depende do aval de Defesa Civil Estadual junto ao governador. Se essa hipótese for confirmada, os caminhões terão que buscar rotas alternativas.

De Criciúma até Bom Jardim da Serra, primeira cidade ao final do trecho interditado, a viagem dura 1h40min. Para chegar até o topo por outra rota, quem sai do Sul do Estado vai enfrentar uma viagem de mais de 5 horas, pois é preciso subir via Braço do Norte, Anitápolis e Rancho Queimado, e pegar a BR-282. Quem sai de Florianópolis deve acessar a Serra também pela BR-282.

Segundo Silveira, a medida foi tomada por questão de segurança, pois o risco seria de desmoronamento da pista, como ocorreu no mês passado na Serra do Corvo Branco. Até nova decisão, a Serra do Rio do Rastro continua interditada.