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MP conclui 1ª fase da investigação da gestão Piffero
Serão denunciados dirigentes e empresários envolvidos no que o MP classifica como uma “organização criminosa”. O trabalho seguirá nos próximos meses, com a possibilidade de denúncia de...
Redação
por  Redação
06/11/2019 10:09 – atualizado há 3 meses
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O Ministério Público Federal conclui nesta quarta-feira, com uma entrevista coletiva pela manhã na sede do órgão, a primeira fase de investigações que esmiuçou os dois anos da gestão de Vitorio Piffero no Inter. Serão denunciados dirigentes e empresários envolvidos no que o MP classifica como uma “organização criminosa”. O trabalho seguirá nos próximos meses, com a possibilidade de denúncia de novos envolvidos. 

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) esquadrinhou movimentações bancárias, analisou centenas de documentos, cruzou dados e colheu depoimentos para apurar a ocorrência dos crimes de apropriação indébita, estelionato, organização criminosa, falsidade documental e lavagem de dinheiro no clube durante aquele período dentro do Inter. 

Em outubro, o Ministério Público dedicou-se a colher o depoimento de alguns dos investigados. O próprio ex-presidente Vitorio Piffero foi um dos ouvidos. Ele esteve na sede do MP no início do mês, quando afirmou desconhecer as irregularidades comprovadas pela investigação e apresentadas pelo MP. O ex-dirigente afirmou a amigos que “delegava e confiava” nos seus colegas de diretoria. 

Dois dirigentes que foram alvos da operação de busca e apreensão em dezembro do ano passado ficarão de fora desta etapa. Marcelo Castro (ex-vice jurídico) e Alexandre Limeira (ex-vice de administração) continuam sendo investigados pelo MP, mas não serão denunciados hoje. Também foram investigadas as condutas de empresários de futebol, além de pessoas vinculadas a empresas de construção civil, de turismo e de contabilidade.

Piffero, Limeira, Pedro Affatato e Emídio Marques foram julgados nas instâncias internas do clube e tornados inelegíveis por dez anos, por gestão irregular ou temerária, com base nas regras de responsabilidade da Lei do Profut. Essa primeira parte da investigação, que culmina com a denúncia, será a partir de agora analisada pelo Judiciário. Novas etapas serão anunciadas para o futuro. Outros clubes, inclusive, procuraram o MP para avaliar processos semelhantes ao que envolveu o Inter. 

Tudo indica também que o sigilo do processo colorado deve cair a partir da denúncia, desnudando todas as etapas e provas colhidas ao longo de dois anos pelo MP. 

Colaborou: Correio do Povo

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