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Brasil reinaugura base de pesquisas na Antártida
A nova base ocupa 4.500 m2 e possui 17 laboratórios, acomodações para 64 pessoas e um setor técnico para geração de energia e tratamento de resíduos.
Correio do Povo
por  Correio do Povo
16/01/2020 08:10 – atualizado há 2 meses
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O Brasil reinaugurou nesta quarta-feira uma nova base de pesquisa científica na Antártida, uma instalação espetacular com a qual busca um "avanço qualitativo" em seu trabalho no continente branco, após um incêndio que destruiu as antigas instalações em 2012. O vice-presidente Hamilton Mourão participou da inauguração da nova instalação, numa cerimônia realizada um dia depois do planejado devido às condições climáticas.

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"As novas instalações representam o avanço da presença do Brasil neste continente e um avanço qualitativo expresso no compromisso do governo federal com o desenvolvimento das atividades científicas ligadas às questões climáticas e ambientais", disse Mourão, acompanhado de outras autoridades e membros da comunidade científica brasileira. 

A Estação Antártica Comandante Ferraz, localizada na Ilha George, no arquipélago de Shetland do Sul, custou ao governo federal cerca de 100 milhões de dólares, segundo a Agência Brasil. A nova infraestrutura foi montada no mesmo local da base que em 2012 pegou fogo após um vazamento de combustível, em um incidente no qual dois militares morreram.

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Fundada em 1984, na base brasileira são realizadas pesquisas em diversas áreas, como meteorologia, biologia, química e medicina. Cerca de 70% do complexo foi destruído pelas chamas, mas as pesquisas continuaram em instalações temporárias. Reconstruída pela empresa estatal chinesa Ceiec, a nova base ocupa 4.500 m2 e possui 17 laboratórios, acomodações para 64 pessoas e um setor técnico para geração de energia e tratamento de resíduos. Além de reforçar as medidas de segurança para impedir a propagação de incêndios, a base foi projetada para suportar ventos de até 200 km/h e as densas camadas de neve que se acumulam durante o inverno.

A Antártica, coberta principalmente de neve e gelo, abriga enormes recursos minerais e a maior reserva de água potável do mundo em sua camada continental. Sua exploração comercial ou militar foi proibida pelo Tratado da Antártica, assinado em Washington em 1959 e válido até 2041. O Brasil aderiu ao tratado em 1975 e desde 1982 desenvolve atividades científicas na Antártica, um requisito para os países membros signatários do documento.

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