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Arquivo/PMPA
“Irmão” do coronavírus é comum em morcegos no Brasil
Pesquisador diz que no Brasil, pelo menos duas espécies de morcegos circulam entre os humanos e causam resfriados brandos, geralmente no período mais seco e frio do ano.
AFP
por  AFP
26/01/2020 09:41 – atualizado há 2 meses
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Um “irmão” do novo coronavírus que surgiu na China e infectou centenas de pessoas mundo afora é alvo de estudos no Laboratório de Virologia Animal da Unicamp, em Campinas (SP). Variações dessa mesma família são encontradas em morcegos comuns no Brasil, e tal conhecimento pode ajudar caso, no futuro, esses agentes infecciosos sofram mutações e passem a circular e adoecer seres humanos.

Doutor em genética e biologia molecular, Paulo Vitor Marques Simas analisou um coronavírus similar ao 2019-nCov identificado na China, encontrado em morcegos na cidade de Campinas, e explica que não há qualquer relação entre os agentes. “São da mesma família, mas não da mesma espécie.”

Segundo o pesquisador, uma característica desse tipo de agente viral (coronavírus) é que ele é de uma família com maior capacidade de sofrer mutações, e são essas “adaptações” que fazem com que ele se torne capaz de infectar uma espécie diferente daquela em que habitava – no caso dos morcegos, por exemplo, eles são reservatórios desses vírus e possuem uma relação harmoniosa com eles.

“Para o vírus, é como se fosse ganhar na loteria. Ele muda e tem a oportunidade de se associar a outro animal ou ao ser humano”, compara.

Os casos passam a ser mais graves para a saúde humana quando a infecção deixa de ser acidental e é constatada a transmissão de humano para humano, como é o caso do 2019-nCov. “O risco de epidemia existe quando há esse tipo de transmissão. Em alguns casos, o humano pode até ser infectado pelo vírus por ter tido contato ou consumido o animal reservatório, mas não transmite para outras pessoas.”

Integrante do Instituto de Biologia da Unicamp, o doutor ressalta que nós já convivemos com diversos tipos de coronavírus. No Brasil, pelo menos duas espécies circulam entre os humanos e causam resfriados brandos, geralmente no período mais seco e frio do ano, além de infecções intestinais.

Na China, o coronavírus pode ter sido transmitido para o homem pelas carnes de cobra e de morcego, consideradas iguarias no país asiático. O morcego silvestre é consumido em sopas na China.

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