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Divulgação/Receita Federal
Receita Federal apreende 221 kg de cocaína dentro de contêiner no Porto de Paranaguá
66 toneladas de cocaína foram recolhidas nos 12 maiores portos do país no ano passado.Facção criminosa pode estar por trás do aumento das apreensões de cocaína nos portos de SC.
Agência Brasil/NSC
por  Agência Brasil/NSC
31/01/2020 13:25 – atualizado há 2 meses
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A Receita Federal apreendeu, na manhã desta sexta-feira (31), 221 kg de cocaína dentro de um contêiner com peças mecânicas no Porto de Paranaguá, no litoral do Paraná.

As drogas estavam dentro de bolsas e foram encontradas com a ajuda de scanners. Segundo a Receita, o contêiner tinha como destino o Porto da Antuérpia, na Bélgica.

O mês de janeiro termina com um recorde de apreensões de cocaína nos portos de Santa Catarina: em 31 dias, 1,5 tonelada da droga foi recolhida pela Receita Federal e a Polícia Federal em duas operações, nos portos de Itajaí e Itapoá. É a primeira vez que um volume tão grande é apreendido no primeiro mês do ano.

A quantidade representativa vem após um ano que foi, igualmente, de volumes recordes nos portos do Estado. Em todo o ano de 2019, as apreensões somaram mais de 4 toneladas.

A tendência de aumento é nacional. Um levantamento da Polícia Federal indica que mais de 66 toneladas de cocaína foram recolhidas nos 12 maiores portos do país no ano passado. É mais que o dobro do que em 2018. O principal destino são portos europeus, com Antuérpia, na Bélgica, e Roterdã, na Holanda.

Há duas hipóteses para os recordes de apreensões. Por um lado, o refinamento dos sistemas de controle de cargas da Receita Federal, por meio dos canais de verificação. Os fiscais estão em constante aperfeiçoamento dos parâmetros, para identificar cargas suspeitas. Por outro, um possível aumento no volume de drogas enviadas ao exterior pelos portos brasileiros.

Um levantamento feito pela Polícia Federal, e divulgado pelo site Uol no início do ano, indicou forte atuação de uma facção criminosa, nascida em São Paulo, no tráfico internacional por meio dos portos brasileiros. A PF indica que o Porto de Santos, onde ocorre o maior volume de apreensões no país – foram 27 toneladas no ano passado – é o mais utilizado pela quadrilha, que teria ligações com a principal máfia italiana, a ‘Ndrangheta.

Mas o interesse da facção em usar os portos da região Sul teria aumentado devido à proximidade do Paraguai, uma das principais rotas de entrada da cocaína adquirida pela facção e local onde o grupo tem controle do tráfico na fronteira. O Complexo Portuário do Itajaí-Açu e o Porto de Paranaguá seriam a principal escolha. A Polícia Federal em Santa Catarina não comentou os dados do levantamento nacional.

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