Receba as notícias mais importantes do dia no WhatsApp. Receba de graça as notícias mais importantes do dia no seu WhatsApp.
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Wagner Lenhardt/Divulgação/UFFS
UFFS terá usina solar fotovoltaica no Campus Erechim para gerar 400 quilowatts
Potência deverá atender demanda de energia dos campi Erechim, Passo Fundo e Cerro Largo, além de incrementar atividades de ensino, pesquisa e extensão
Assessoria/UFFS/Erechim
por  Assessoria/UFFS/Erechim
18/02/2020 09:23 – atualizado há 1 mês
Continua depois da publicidadePublicidade

Potência será de aproximadamente 400 quilowatts pico e deverá atender demanda de energia dos campi Erechim, Passo Fundo e Cerro Largo, além de incrementar atividades de ensino, pesquisa e extensão

Ocorreu no dia 11 de fevereiro a primeira reunião entre representantes da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) – Campus Erechim e a empresa contratada para a construção de uma usina solar fotovoltaica. A UFFS foi contemplada com aproximadamente R$ 1,7 milhão por meio de um edital do Ministério da Educação (MEC), que prevê a construção de sistemas fotovoltaicos em Instituições Federais de Ensino. A usina será construída em uma área próxima ao Restaurante Universitário e deverá suprir a demanda de energia dos campi Erechim, Passo Fundo e Cerro Largo.

Conforme o professor Marcelo Esposito, a potência da usina será de aproximadamente 400 quilowatts pico. “A empresa contratada é de Belo Horizonte e a ideia é de que ela execute a obra no prazo de 10 meses”, conta o docente. O Campus Erechim receberá 22 kits de placas de 18,48 quilowatts pico cada um. “O tamanho da área ocupada pela usina pode variar de 3.400 a 5.000 metros quadrados, dependendo do projeto final que ainda será apresentado pela empresa, que tem de dois a três meses para apresentar o projeto elétrico a ser encaminhado para aprovação da RGE. Nos meses de maio e junho começam a chegar os materiais em Erechim e, depois, ocorre a instalação”, informa Marcelo.

Segundo o docente, foi feito um levantamento em todos os campi da UFFS para mapear quais teriam pessoas interessadas em trabalhar com a questão da energia solar fotovoltaica. “O único professor que tem pesquisas e formação na área sou eu. Um dos motivos de a usina vir para o Campus Erechim é o fato de que já há uma planta de pequeno porte instalada aqui e que está sob minha responsabilidade”, diz o professor.

A reunião do dia 11 ocorreu em um dos laboratórios da Universidade. Participaram, além de servidores do Campus, servidores da Reitoria e também representantes da empresa contratada. A empresa já construiu outras usinas em outras Instituições Federais de Ensino pelo país. Além de acertar detalhes do cronograma da obra, a reunião serviu para que as equipes pudessem verificar a área do Campus onde serão instalados os equipamentos.

A expectativa para a construção da usina é grande. Não apenas por dar conta da demanda de energia, mas também porque a novidade servirá para o incremento das atividades acadêmicas, conforme explica o professor Marcelo. “Na parte de consultoria, por exemplo, pode-se, junto com a empresa júnior do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária, a EngTech, termos projetos de consultoria para construção de usinas de maior porte fora da Universidade. Ou seja, estamos falando também do cunho mais didático, pedagógico, de pesquisa e de prover conhecimento para a indústria, dialogando com a comunidade”, afirma o docente.

O diretor do Campus Erechim, Luís Fernando Santos Corrêa da Silva, também participou da reunião na semana passada. Ele destaca que a Instituição tem um compromisso histórico com a sustentabilidade. “A produção de energia limpa acaba se inserindo nesse compromisso que a UFFS tem com a comunidade regional”, comenta. “A implantação dessa usina de energia fotovoltaica acabou surgindo a partir de uma determinação do MEC, que tem por objetivo reduzir os custos com energia elétrica dos campi de Universidades e Institutos Federais. Mas aqui no nosso caso, mais particularmente, é muito importante destacar que essa usina poderá ser utilizada no âmbito da pesquisa e da extensão. Além de termos um benefício econômico com a implantação dessa usina, nós vamos ter o benefício acadêmico, que pode contribuir de forma decisiva principalmente para o curso de Engenharia Ambiental e Sanitária.”

Energias renováveis no RS

O professor Marcelo Esposito explica que, hoje, a energia eólica e a solar são as principais fontes de energia considerando as questões ambientais. “A vantagem destas em relação à energia hidrelétrica, que é a que tem mais aqui em nossa região, reside principalmente no fato de que elas não requerem área alagada, por exemplo. A hidrelétrica precisa ter sistemas que consomem uso de óleo e de outros agentes químicos que certamente influenciam o meio ambiente. A grande vantagem de não ter uma área alagada também está na redução do impacto com a comunidade. Não é preciso tirar as pessoas do lugar em que elas vivem”, diz o professor. As placas da usina fotovoltaica não produzem nenhum resíduo para o meio ambiente. “Já as termelétricas, que queimam carvão e produzem bastante material particulado com relação à atmosfera, também poluem o solo quando elas devolvem as cinzas para seu depósito”, acrescenta Marcelo, mestre e doutor em Engenharia Química pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

“O Rio Grande do Sul ainda tem muito a crescer quando o assunto é energia limpa. Teremos um conceito claro de energia limpa quando não precisarmos mais de termelétricas no caso do nosso estado. Há sim a necessidade de complementação de energias. Mas um estado que é rico em rios e recursos hídricos, rico em ventos”, diz o docente da UFFS.

“Quando se investe em usinas termelétricas a carvão, é sinal que há uma deficiência muito grande com relação a energia renovável - que eu espero que, a longo prazo, ela passe a ser totalmente renovável, com geração distribuída, e que cada usuário possa produzir a sua energia na sua residência”, pontua Marcelo. “No momento em que tivermos a geração distribuída com toda sua legislação clara para todos os cidadãos, aí sim certamente vamos falar de energia renovável de fluxo contínuo, que vai se perpetuar pra sempre”, finaliza.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE