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Regina Duarte é nomeada secretária especial da Cultura
O decreto que formaliza a atriz na função está publicado no Diário Oficial da União desta quarta-feira. Cerimônia de posse acontece hoje no Palácio do Planalto
Correio do Povo
por  Correio do Povo
04/03/2020 10:01 – atualizado há 16 dias
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Depois de um mês e meio de "noivado" com o governo e "teste" no cargo, a atriz Regina Blois Duarte foi nomeada secretária especial da Cultura da gestão de Jair Bolsonaro. O decreto que formaliza a atriz na função está publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira.

Regina Duarte será empossada no cargo em solenidade no Palácio do Planalto marcada para começar as 11h desta quarta. A atriz assume o lugar do dramaturgo Roberto Alvim, demitido em 17 de janeiro após parafrasear o nazista Joseph Goebbels em discurso, o que provocou forte repercussão negativa em diferentes setores da sociedade.

Primeiras demissões

O mesmo Diário Oficial da União que traz a nomeação da atriz publica as primeiras demissões feitas por orientação da nova titular da pasta. Entre os profissionais de diversos órgãos ligados à Secretaria Especial da Cultura exonerados estão Dante Mantovani, até então presidente da Funarte - e que disse que o rock induz às drogas e ao satanismo; Camilo Calandreli, secretário de Fomento e Incentivo à Cultura; e Paulo Cesar Brasil do Amaral, presidente do Instituto Brasileiro de Museus.

Muitos dos aliados de Roberto Alvim ainda ocupando cargos na Secretaria Especial da Cultura não foram convidados para a posse da nova secretária. E alguns dos nomes exonerados hoje foram avisados na terça-feira, por telefone. Sérgio Camargo, o polêmico presidente da Fundação Palmares - que disse que a escravidão foi benéfica aos descendentes e que não existe racismo no Brasil -, está confiante que fica.

Ele chegou a ser afastado momentaneamente do cargo pela Justiça. Na semana passada, Camargo já se movimentava para formar uma nova equipe alinhada às suas ideias. Em post publicado no Facebook, nessa terça-feira, ele diz que tem o "respaldo do presidente Jair Bolsonaro e do secretário do Turismo Marcelo Álvaro Antonio". A Fundação Palmares é ligada à Secretaria Especial da Cultura que, por sua vez, é subordinada ao Ministério do Turismo.

Veja a lista dos demitidos por Regina Duarte e os cargos que ocupavam:

- Paulo Cesar Brasil do Amaral, presidente do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM);

- Reynaldo Campanatti Pereira, secretário da Economia Criativa;

- Rodrigo Maximiniano Junqueira, secretário de Difusão e Infraestrutura Cultural;

- Camilo Calandreli, secretário de Fomento e Incentivo à Cultura;

- Marcos de Almeida Villaça Azevedo, secretário de Direitos Autorais e Propriedade Intelectual;

- Dante Henrique Mantovani, presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte);

- Mauricio Noblar Waissman, coordenador-geral da Política Nacional de Cultura Viva, do Departamento do Sistema Nacional de Cultura;

- Gislaine Targa Neves Simoncelli, chefe de gabinete da Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura;

- Ricardo Freire Vasconcellos, diretor do Departamento do Sistema Nacional de Cultura;

- Raquel Cristina Brugnera, chefe de gabinete da Secretaria da Economia Criativa;

- Ednangela dos Santos Barroso dos Santos, diretora do Departamento de Promoção da Diversidade Cultural.

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