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Para curar tuberculose é importante não abandonar tratamento
Município de Erechim tem ações para diagnóstico e tratamento da doença.
Assessoria Gov/RS
por  Assessoria Gov/RS
23/03/2020 16:51 – atualizado há 21 segundos
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A tuberculose é uma doença que atinge um grande número de pessoas a cada ano, com alto índice de notificação e o maior problema relativo à doença atualmente, no Estado, é a não conclusão do tratamento. Em virtude disto, a taxa de cura é considerada baixa. 

O Bacilo de Koch, bactéria causadora, continua circulando e novas pessoas são contaminadas. Nesta quarta-feira (24) é o Dia Mundial de Combate à Tuberculose e a Secretaria da Saúde (SES/RS) aproveita a data para chamar a atenção sobre a importância de seguir o tratamento até o final.

Marília Bissigo/SES

O tratamento é longo, seis meses pelo menos, e muitos pacientes acabam abandonando porque cessam os sintomas e eles acreditam estar curados, o que não é verdadeiro.

Em 2019, foram notificados 5.224 novos casos de tuberculose no Rio Grande do Sul. No total, são 7.529. Casos novos são aqueles que nunca foram diagnosticados ou nunca utilizaram medicamentos ou o fizeram por menos de 30 dias. Houve 753 recidivas, que são os casos em que o paciente se curou em tratamento anterior e retornou. Ainda houve 618 reingressos após o abandono. Ao todo, foram 21 pacientes com óbito por tuberculose.

Em 2018, o percentual de cura no Brasil para novos casos foi de 57,2%, enquanto o abandono do tratamento foi de 12,9%. A Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza que são necessárias 85% de cura e 5% de abandono para a redução de incidência em um território. No Rio Grande do Sul, o coeficiente de mortalidade foi de 2,38 óbitos por 100 mil habitantes, em 2017, e 2,64 em 2018. Está um pouco acima da média nacional, que é de 2,2. Por esta razão, os técnicos da Secretaria da Saúde consideram importante o trabalho do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), bem como dos setores de vigilância e epidemiologia municipais e estadual.

Estratégias são utilizadas para a redução de incidência e melhoria dos indicadores de cura e de abandono, além da redução dos números de óbitos. São ações como a busca ativa de pessoas com sintomas respiratórios; avaliação de contatos de pacientes com tuberculose e realização de Tratamento Diretamente Observado (TDO) em todos os pacientes; assim como ações que são tomadas junto com os municípios, com o objetivo de fortalecer o acesso à prevenção, ao diagnóstico e ao tratamento.

Mais informações podem ser obtidas no Informe Epidemiológico de Tuberculose 2020.

Município de Erechim tem ações para diagnóstico e controle da doença

Divulgação

Em Erechim, a Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Núcleo de Vigilância Epidemiológica e UBS’s já desenvolvem durante o ano ações continuadas de busca a sintomáticos respiratórios na comunidade, com a finalidade de diagnosticar e tratar precoce e adequadamente casos de tuberculose.

A Vigilância Epidemiológica do município, destaca que a tuberculose permanece como grave problema de saúde pública no mundo. Em Erechim, os dados dos últimos cinco anos (2015/2019), registram 149 casos da doença e em 2020 foram notificados oito casos (dados até 15/03/2020).

A tuberculose é uma doença infectocontagiosa que afeta principalmente os pulmões, mas também pode acometer ossos, rins, meninges e demais órgãos. Estas ações são realizadas por equipes de profissionais que atendem em todas as UBS’s e pelas Agentes Comunitários de Saúde, por ocasião das visitas domiciliares.

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