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Grupos de Risco: os cuidados necessários com quem mais precisa
Especialista em Saúde Coletiva do Senac Saúde reforça sobre os cuidados contra o Coronavírus
Assessoria
por  Assessoria
24/03/2020 13:49 – atualizado há 11 segundos
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Abril é um mês com datas relevantes que nos lembram do quão importante é a prevenção, como o Dia de Combate ao Câncer (08/04), o Dia Nacional da Prevenção à Hipertensão (26/04), entre outros. E, em tempos de Coronavírus, todo o cuidado com a saúde é pouco. Ainda mais para aqueles que estão dentro do tão falado grupo de risco, que necessitam de um isolamento social maior e cuidados adicionais.

São muitos os casos que precisam de uma atenção especial, como os diabéticos e os hipertensos. O coordenador da área de saúde do Senac Saúde, Adalvane Nobres Damasceno, explica os motivos para isso. 

“A diabete e a hipertensão debilitam o neutrófilos, o tipo de glóbulo branco mais numeroso no corpo humano, que atuam como primeira linha de defesa perante ameaças, como bactérias e vírus”. Esse grupo de pessoas acaba tendo uma imunidade mais baixa, sendo muito mais afetados. Esse é o problema também dos doentes oncológicos, que ficam mais vulneráveis por causa dos seus tratamentos contra o câncer, que geralmente enfraquecem o sistema imunológico, mesmo muito tempo depois do desaparecimento dos tumores.

O vírus acaba por gerar uma grande quantidade de secreção respiratória, o que acaba por trazer malefícios também aos doentes pulmonares e neurológicos. Segundo o especialista em Saúde Coletiva, “o Sars-Cov2 tem afinidade por células do pulmão, o que acaba provocando complicações respiratórias. Além disso, os indivíduos com problemas neurológicos não percebem isso, ou não tem forças para expelir as secreções, que acabam sendo aspiradas para os pulmões e gerando outras complicações”.

Não existe uma fórmula secreta para manter a imunidade em dia. Porém, o docente do Senac Saúde resumiu os cuidados com a baixa imunidade em três passos simples e muito importantes para manter-se forte contra o vírus: “manter uma alimentação adequada, ter um sono equilibrado e hidratar-se com frequência”. Além desses cuidados, quando o assunto são os grupos de risco, é preciso ter uma atenção extra: evitar aglomerações, manter pelo menos um metro de distância das pessoas que estejam tossindo ou espirrando, evitar tocar nos olhos, nariz e boca e lavar as mãos com frequência e muito sabão.

Aos que não estão no grupo de risco, vale lembrar da importância de cuidar dos seus entes queridos que estão em isolamento. “Caso saiam de casa, façam toda a higiene das mãos quando voltarem, deixem os sapatos do lado de fora de casa, se possível, e evitem qualquer contato com as pessoas”, completou Adalvane. A saúde das pessoas que estão no grupo de risco está, literalmente, nas suas mãos.

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