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Política
Em meio à pandemia, uma boa notícia: gastos de deputados e senadores despencam
Os deputados e senadores reduziram à metade os seus gastos a partir do início das sessões virtuais da Câmara e do Senado, mas as despesas com autopromoção continuaram altas.
Gazeta do Povo
por  Gazeta do Povo
17/05/2020 23:08 – atualizado há 18 segundos
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As despesas dos deputados com divulgação da atividade parlamentar chegaram a R$ 3,1 milhões no primeiro mês de quarentena – próximo da média mensal do ano passado: R$ 4,1 milhões. No Senado, esses gastos caíram de R$ 195 mil por mês no ano passado para R$ 154 mil no primeiro mês de sessões virtuais.

Considerando todas as despesas bancadas com dinheiro público, incluindo passagens aéreas, locação de veículos, combustível, consultorias, aluguel de imóveis, alimentação e hospedagem, a Câmara teve uma redução de R$ 17,3 milhões – média mensal do ano passado – para R$ 7,7 milhões no primeiro mês após o início das sessões virtuais, em 25 de março. No Senado, houve redução de R$ 2,2 milhões para R$ 1,06 milhão.

Leopoldo Silva/Agência Senado

Nas duas casas, a diferença mais expressiva aconteceu na compra de passagens aéreas. Na Câmara, essa despesa caiu de R$ 4,8 milhões – média mensal de 2019 – para escassos R$ 30 mil nos primeiros 30 dias da quarentena. No Senado, a queda foi de R$ 620 mil no ano passado para apenas R$ 8,7 mil neste ano. Uma prova de que os parlamentares quase não se deslocaram entre a capital e seus estados.

Mas os gastos com locomoção não tiveram essa redução. Na Câmara, a locação de veículos caiu de uma média mensal de R$ 2,2 milhões para R$ 1,5 milhão. As despesas com combustível caíram de R$ 1,37 milhão no ano passado para R$ 418 mil no primeiro mês de quarentena. Ou os deputados aproveitaram a quarentena para visitar seus eleitores ou alugaram carros e deixaram na garagem.

Outra redução importante foi com alimentação – uma queda de R$ 107 mil por mês para apenas R$ 17 mil. Pelo menos por enquanto, está suspensa a farras dos banquetes ou jantares requintados com dinheiro público.

No Senado, essas despesas são agrupadas em locomoção, hospedagem, alimentação e combustível. Esses serviços caíram da média mensal de R$ 371 mil para R$ 233 mil. O senador Telmário Mota (Pros-RR) manteve o aluguel da sua picape Triton ao preço de R$ 18 mil por mês. O senador Messias de Jesus (Republicanos-RR) também não abriu mão da sua frota: um Jeep Compass e uma S-10 LTZ, por um total de R$ 19 mil.

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