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Segurança
Advogado que atuou no caso Bernardo assume defesa de Alexandra Dougokenski
Jean Severo defendeu Edelvânia Wirganovicz, amiga da madrasta do garoto Bernardo, assassinado em 2014, em julgamento realizado no ano passado.
GZH
por  GZH
27/05/2020 16:14 – atualizado há 3 dias
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O advogado Jean Severo assumiu a defesa de Alexandra Dougokenski, 32 anos, presa temporariamente após confessar ter matado o filho Rafael Mateus Winques, 11 anos, em Planalto, no norte do Estado. O defensor trabalhou no julgamento do caso Bernardo Boldrini, em Três Passos, para Edelvânia Wirganovicz, amiga da madrasta do garoto e condenada a 22 anos e 10 meses de prisão.

Arquivo Pessoal

Severo e outros dois advogados de sua equipe estiveram, na noite de terça-feira (26), na prisão onde Alexandra está. Segundo ele, em conversa reservada, a cliente se mostrou "extremamente abalada".

— Ela está sofrendo muito. Chorou muito em nossa conversa e, agora, a gente vai trabalhar para mostrar que o que ocorreu foi um homicídio culposo (sem intenção) — garantiu o advogado.

Severo ainda afirmou que em "momento algum" Alexandra "teve a intenção de matar" o filho ao medicar Diazepam, um medicamento para ansiedade. Questionado sobre o laudo do Instituto-Geral de Perícias (IGP) que mostrou que a morte de Rafael foi por asfixia mecânica por estrangulamento, o advogado rebateu dizendo que isso pode ter ocorrido "no transporte do corpo" e que o menino "não foi esganado".

Já sobre o fato de a mãe ter escondido o corpo, o advogado disse que "ela tomou a decisão errada" em função do abalo psicológico.

— Por medo, uma série de fatores emocionais, ela toma a decisão errada. Para ver que foi algo sem premeditação, ela escondeu o corpo dentro de caixa de papelão a 10 passos da casa dela. A pessoa fica com medo de ficar longe do outro filho, de ser julgada como está sendo agora — pontuou.

O advogado ainda reforçou que todos os familiares, vizinhos e amigos da família ouvidos até agora mostram que não haveria nenhum problema entre a mãe e o filho:

— Foi um homicídio culposo. Ela sempre foi uma ótima mãe, nunca houve histórico de briga na família. Foi uma grande fatalidade, mais uma tragédia familiar.

O defensor também refutou a comparação feita pelo delegado Joerberth Nunes, diretor do Departamento de Polícia do Interior, entre a morte de Rafael e a do menino Bernardo, ocorrida em 2014.

— A polícia está errando em comparar com o Caso Bernardo. (A morte do Rafael) É um crime que sequer tem motivação. Qual é a (motivação) desse crime? O Caso Bernardo é completamente diferente. Se sabe o histórico de brigas entre pai e madrasta. Esse fato, homicídio culposo, qual é a motivação que a mãe ia ter para matar esse menino? É um completo absurdo a comparação — criticou.

Sem condições financeiras por parte de Alexandra, o trabalho do advogado será feito voluntariamente. Severo disse ter se apresentado porque "gosta de auxiliar quem não possui voz" e que sua vida é o júri.

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