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Cidade
Municípios encaminham recurso ao Estado após classificação na bandeira vermelha
Resultado dos recursos serão divulgados no final da tarde desta segunda-feira(29).
Redação
por  Redação
28/06/2020 19:14 – atualizado há 53 segundos
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Nove dos 34 municípios da R16 (Regional de Saúde), estão na lista dos que no período avaliado tiveram internações e também óbitos por Covid-19, terão mais dificuldades de obter sucesso no recurso. 

Na última sexta-feira (26) a Regional de Saúde de Erechim, que engloba os 32 municípios da AMAU, Rio dos Índios e Nonoai, foi classificada em bandeira vermelha pelo plano de distanciamento controlado do Estado. A nota publicada pela presidência da ACCIE e da CDL, refere que durante o final de semana foi feito recurso com os argumentos para convencer o Governador Eduardo Leite e as autoridades da saúde do RS, a voltar atrás da decisão.

O recurso de Erechim teria questionamentos de alguns dados que fizeram a cidade passar da cor laranja para a vermelha. Até o início da noite deste domingo(28) a imprensa não havia recebido informações oficiais sobre as providencias adotadas pelas autoridades constituídas no município. O Governo do Estado deu 36 horas, após a divulgação das bandeiras, para contestações.

O principal questionamento é em relação aos critérios que o Estado usou para classificar a região e Erechim, como o uso do arredondamento. O Município entende que está no nível 2 de bandeira laranja, pelos próprios dados fornecidos pelo Estado. Entretanto, pelo critério de arredondamento, a região foi colocada em nível 3.

Um dos argumentos do Estado é a diminuição do número de leitos de UTI disponibilizados para o Covid-19, o que está sendo contestado no recurso, já que isso não é real. Erechim tem 18 leitos desde o início da pandemia e em nenhum momento foi ocupado mais de 50%. Outro fator argumentado é de que a maioria dos leitos de UTI ocupados até então são por pacientes de outros municípios, alguns até distantes de Erechim, como é o caso de Palmeira das Missões e Ronda Alta.

O Decreto de Distanciamento Controlado do governo gaúcho diz que os municípios que nos 14 dias anteriores a sexta-feira (26), não registraram internações ou óbitos, podem adotar medidas mais brandas, permanecendo com o recomendado na área da bandeira Laranja.

Na R16, região classificada pela área de atuação da Regional de Saúde de Erechim, com os 32 municípios da AMAU e ainda Nonoai e Rio dos Índios, nove municípios tiveram registros de internações e óbitos no período analisado e com dados validados para a reclassificação:

  • Erechim
  • Barão de Cotegipe
  • Jacutinga
  • Marcelino Ramos
  • Sertão, Nonoai
  • Getúlio Vargas
  • São Valentim,

Veja a relação de municípios do Alto Uruguai que poderão adotar medidas mais brandas, as relacionadas com a bandeira laranja:

  • Aratiba
  • Áurea
  • Barra do Rio Azul
  • Benjamim Constante do Sul
  • Campinas do Sul
  • Carlos Gomes
  • Centenário
  • Charrua
  • Cruzaltense
  • Ente Rio do Sul
  • Erebango
  • Erval Grande
  • Estação
  • Faxinalzinho
  • Floriano Peixoto
  • Gaurama
  • Ipiranga do Sul
  • Itatiba do Sul
  • Mariano Moro
  • Paulo Bento
  • Ponte Preta
  • Quatro Irmãos
  • Rio dos Índios
  • Severiano de Almeida
  • Três Arroios
  • Viadutos

Até a tarde da segunda-feira (29), o Gabinete de Crise analisará os dados enviados e rodará o mapa novamente, cuja definição final será divulgada na segunda à tarde. As bandeiras definitivas passam a valer, portanto, a partir de terça-feira (30).

Se não reverter a situação imposta pelo Estado, veja como fica o comércio nas cidades com bandeira vermelha:

A bandeira vermelha impõe restrições mais severas àquelas adotadas em áreas com bandeira laranja. Nas regiões classificadas como bandeira vermelha, somente estabelecimentos que vendem itens essenciais podem estar funcionar, mantendo 50% dos trabalhadores. Os demais locais de comércio devem ficar fechados.

Restaurantes e lancherias somente podem atender a clientela por tele entrega, drive-thru e pegue e leve. As aulas devem ser mantidas de forma remota. Cursos livres, cujo funcionamento seria permitido, com respeito às medidas sanitárias, a partir do dia 15 de junho, devem permanecer fechados, assim como escolas de ensino infantil, fundamental e médio e universidades.

Não podem funcionar as academias, missas e serviços religiosos, clubes sociais e esportivos (mesmo que com atendimento individual), e serviços de higiene pessoal, como cabeleireiro e barbeiro.

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