Receba as notícias mais importantes do dia no WhatsApp. Receba de graça as notícias mais importantes do dia no seu WhatsApp.
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Pexels.
Economia
Como demandas internas do EUA impactam no dólar
No cenário atual, em que o mundo passa pela maior crise sanitária da história recente, a moeda americana começou a sofrer consequências em julho.
Experta Media Comunicação
por  Experta Media Comunicação
15/09/2020 19:32 – atualizado há 44 segundos
Continua depois da publicidadePublicidade

Desde que os EUA se firmaram como a maior economia mundial, o dólar passou a balizar as relações comerciais entre os países ao redor do mundo.

No mercado de ações, passou a ser visto como o ativo mais seguro para a proteção de patrimônio e, portanto, bastante cobiçado por investidores das diversas nacionalidades.

Sendo assim, tudo o que acontece internamente nos EUA impacta diretamente no preço do dólar.

No cenário atual, em que o mundo passa pela maior crise sanitária da história recente, a moeda americana começou a sofrer consequências em julho.

Após passar por um período de supervalorização logo no começo da pandemia, fechou o mês com queda de 4,07% - a maior baixa mensal desde dezembro de 2019.

A recuperação veio em agosto. Mesmo com as quedas preocupantes, a moeda encerrou este período mensal com alta de 5,02%, a maior desde março.

Em 31 de agosto, seu preço chegou a R$ 5,48, o que representa uma valorização de 1,2% após duas quedas consecutivas. Valor atrativo para algumas transações como comprar dólar on-line.

Motivos para a desvalorização do dólar

O desempenho negativo do dólar nos últimos tempos tem algumas explicações.

O primeiro ponto a se considerar é o fato de que os EUA são o epicentro da pandemia da Covid-19, tendo ultrapassado 6 milhões de infectados e mais de 183 mil mortos.

Mesmo com os avanços para a fabricação de uma vacina que exerça real proteção contra o novo coronavírus, o contágio está longe de ser controlado em solo norte-americano.

Além disso, o auxílio emergencial de US$ 600, autorizado pelo governo para mitigar os impactos da crise, expirou no final de julho, sem que fosse apresentada outra alternativa de apoio à renda dos consumidores.

Há 16,3 milhões de americanos sem emprego, número que representa um recuo recente de 10,3%, porém anda bem acima do que era registrado antes da pandemia.

Como reflexo, o PIB (Produto Interno Bruto) do país, ou seja, a soma de todas as riquezas geradas pelas atividades econômicas dos americanos, recuou 32,9% em taxa anual no último trimestre – uma marca histórica para os EUA.

Com todo esse cenário de incertezas, os investidores reagiram fugindo do dólar, o que contribuiu para a sua queda.

Crise com a China e foco nas eleições

Apesar da forte influência das questões internas no desempenho do dólar no mercado, essa não é a única causa. Há ainda o acirramento da disputa entre os EUA e a China pela hegemonia econômica.

As duas superpotências disputam ainda a inovação em áreas como inteligência artificial e veículos elétricos, a corrida espacial e o armamento ultramoderno.

E, fator mais recente, ambos os países se enfrentam para ver quem consegue desenvolver a vacina contra a Covid-19 primeiro.

O presidente Donald Trump é acusado de querer acelerar a liberação da vacina por conta das eleições que se avizinham.

Confirmado como candidato à reeleição, Trump tem concentrado esforços em medidas populistas para o controle à pandemia, como barrar a imigração (o que agrada bastante seu eleitorado) e na aceleração da vacina, mesmo antes da conclusão dos testes.

O cenário de incertezas nos EUA acaba gerando um efeito manada no mercado financeiro. Ou seja, cada vez mais investidores estão se abrindo a outros ativos, que não o dólar, para a proteção do patrimônio.

Essa busca coincide com o fortalecimento das demais economias - com a da zona do euro, por exemplo - passado o impacto inicial do novo coronavírus.

Com isso, a moeda americana tem amargado resultados abaixo do esperado.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
você pode gostar...