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Saúde
Brasil registra mais de 5 milhões de casos de Covid e ultrapassa as 150 mil mortes pelo vírus
Os casos recuperados somam 4.453.722.
O Sul
por  O Sul
10/10/2020 20:47 – atualizado há 10 segundos
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O Ministério da Saúde divulgou neste sábado (10), os novos números sobre a pandemia do coronavírus no país. De acordo com o levantamento diário feito pela pasta, o Brasil tem 5.082.637 casos confirmados da doença e 150.198 mortes registradas. Os casos recuperados somam 4.453.722.

Nas últimas 24 horas, o ministério registrou 26.749 novos casos e 559 mortes pelo vírus.

O Estado de São Paulo tem o maior número de casos acumulados desde o início da pandemia, com 1.034.816 casos e 37.223 mortes.

Em seguida estão os Estados da Bahia (324.964 casos e 7.099 óbitos), Minas Gerais (321.140 casos e 8.061 mortes) e Rio de Janeiro (283.407 casos e 19.284 óbitos).

De acordo com o Ministério da Saúde, 2.347 casos estão em investigação.

País vive “platô elevado”

Após o primeiro caso, em 26 de fevereiro, e a primeira morte, em 16 de março, o Brasil viu os números crescerem até superarem um platô de mil mortes diárias por quase dois meses, que começou a ceder em agosto (932) e setembro (752), de acordo com números do Ministério da Saúde.

Mas especialistas acreditam que o país atravessa um momento de platô com números ainda considerados altos, diferentemente dos países europeus e asiáticos, que, após alcançarem o auge da pandemia, viram uma queda mais drástica nos contágios e mortes.

“Chegamos a ter 55 mil casos por dia, mas continuamos com 27 mil. Sim, é possível dizer que caiu mais de 50%, mas é como se você descesse do Himalaia para os Alpes, quer dizer, você continua na montanha”, explicou José David Urbaez, pesquisador da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).

“Depois das mortes caírem para 600, ainda haverá um caminho enorme pela frente, com muitas perdas”, completou.

Sem plano nacional

Esse platô elevado coincide com a reabertura de atividades não essenciais, que, segundo os especialistas, está sendo feita sem coordenação nacional nem vigilância epidemiológica adequada, o que ainda se soma ao não cumprimento pela população das medidas preventivas.

“O comércio e algumas indústrias são importantes, mas isso deveria ser feito com muito cuidado. A gente observa que, infelizmente, o Brasil não tem uma coordenação nacional de procedimentos dessa retomada”, disse o pesquisador Christovam Barcellos, da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz ).

Desde o início da pandemia, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem batido de frente com governadores e prefeitos, que têm autonomia para decidir sobre políticas relativas à pandemia. Bolsonaro rejeitou a gravidade da covid-19 e apoiou o retorno à normalidade para evitar o colapso da economia, aparecendo sem máscara em atos oficiais ou ao lado de admiradores.

Essa imagem do presidente, que contraiu a covid-19 em julho, “é terrível para que possamos ter uma ideia unificada do que é a pandemia no Brasil”, lamentou Barcellos.

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