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Economia
Produtos do agronegócio são destaque na economia catarinense
A suinocultura vem sendo o destaque e os catarinenses ampliaram em 26,2% a quantidade exportada em relação a 2019.
Fecoagro/SC
por  Fecoagro/SC
14/10/2020 06:53 – atualizado há 43 segundos
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O agronegócio segue como o carro-chefe das exportações de Santa Catarina em 2020. De janeiro a setembro o estado faturou US$ 2 bilhões com os embarques de carne suína e de frango, o que representa mais de 1,12 milhão de toneladas vendidas para outros países neste ano. A suinocultura vem sendo o destaque e os catarinenses ampliaram em 26,2% a quantidade exportada em relação a 2019.

“O agronegócio de Santa Catarina segue dando boas notícias. A suinocultura vive um excelente momento, com ganhos tanto para o produtor quanto para as indústrias. Em um ano repleto de desafios, o setor produtivo catarinense mostra toda sua força e se reinventa para atender aos mercados mais exigentes do mundo”, destaca o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa.

Grande produtor de carnes, Santa Catarina ainda tem um diferencial: estado é o único do país reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como área livre de febre aftosa sem vacinação. Isso demonstra um cuidado extremo com a sanidade animal e é algo extremamente valorizado pelos importadores de carne.

Santa Catarina é o segundo maior produtor de carne de frango do país e, de janeiro a setembro de 2020, exportou mais de 734 mil toneladas do produto, gerando US$ 1,15 bilhão. Os principais mercados são Japão, China e Países Baixos (Holanda).

O analista do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), Alexandre Giehl , explica que apesar das exportações de carne de frango apresentarem ritmo mais lento do que no ano passado, as cotações têm se mantido estáveis, tanto ao produtor quanto ao consumidor. “Isso se deve, principalmente, pela ampliação da demanda no mercado interno, já que o frango é uma das proteínas de origem animal mais acessíveis e, num cenário de crise econômica, parte dos consumidores substitui outros tipos de carne pela ave”.

Maior produtor nacional de carne suína, Santa Catarina passa de 389 mil toneladas exportadas em 2020 – um aumento de 26,2% em relação ao ano anterior. De janeiro a setembro deste ano, o faturamento com os embarques chegou a US$ 855,7 milhões.

O estado responde por 51,6% do faturamento brasileiro com as exportações de carne suína. Os maiores mercados de Santa Catarina são China, Hong Kong e Chile. Em 2020, a China ampliou em 81% a quantidade adquirida e o Japão – considerado um dos mercados mais exigentes do mundo – já é o quarto maior comprador do produto catarinense com um crescimento de 134% nas importações.

A perspectiva é de que os embarques de carne suína mantenham um bom ritmo nos próximos meses. O analista Alexandre Giehl destaca que, além da grande demanda chinesa, outro fator que deve contribuir para esse cenário é a recente descoberta de casos de peste suína africana (PSA) em javalis na Alemanha.

“A Alemanha é um dos maiores produtores de suínos da Europa, com exportações anuais superiores a US$ 4 bilhões. Após o registro de casos de PSA em território alemão, diversos países já anunciaram a suspensão das importações de carne suína da Alemanha, como é o caso da China, Japão, Coreia do Sul, Argentina e Brasil. É possível que parte dessa demanda mundial seja direcionada ao Brasil, o que deve resultar em ampliação dos embarques ao longo dos próximos meses”, afirma.

Os números são divulgados pelo Ministério da Economia e analisados pela Epagri/Cepa.

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