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Mundo
Em documentário lançado na Itália, Papa defende união civil entre homossexuais
É a primeira vez que o papa se pronuncia abertamente em favor da união civil homossexual.
O Sul
por  O Sul
21/10/2020 21:29 – atualizado há 23 segundos
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O papa Francisco defende, no filme “Francesco”, que entrou em cartaz nesta quarta-feira (21) na Itália, que os homossexuais sejam protegidos por leis de união civil.

“As pessoas homossexuais têm direito de estar em uma família. Elas são filhas de Deus e têm direito a uma família. Ninguém deverá ser descartado ou ser infeliz por isso”, diz ele no documentário.

“O que precisamos criar é uma lei de união civil. Dessa forma eles são legalmente contemplados. Eu defendi isso”, ele afirmou.

"São filhos de Deus e têm direito a uma família", afirmou o papa. Foto: Divulgação/Vaticano

É a primeira vez que o papa se pronuncia abertamente em favor da união civil homossexual. Francisco já havia pregado o respeito aos gays, mas até então dizia que o casamento entre pessoas do mesmo sexo não está “no desenho de Deus”.

Em 2010, ainda arcebispo de Buenos Aires, Francisco se opôs publicamente aos esforços para legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo na Argentina. No ambiente privado, no entanto, ele aprovaria a ideia.

Segundo um texto de 2014, o então cardeal Jorge Mario Bergoglio chegou a dizer que estava aberto a aceitar a união civil como uma alternativa ao casamento entre pessoas do mesmo gênero.

Ele seria contra o “casamento gay”, mas concordaria que pessoas em união estável têm direitos.

O filme foi exibido no Festival de Roma nesta quarta-feira e, no domingo (25), deve passar nos Estados Unidosdurante o Savannah Film Festival. O filme aborda temas como a pandemia, racismo e abuso sexual, além de assuntos de geopolítica.

O jornal argentino “La Nación” adiantou que o filme apresenta um italiano gay, que vive em Roma, com três filhos. Ele teria escrito ao papa pedindo para enviar as crianças à paróquia, mas que tinha receio de que fossem discriminadas. O papa teria incentivado o homem a enviar as crianças, sem fazer julgamentos em relação à família formada por pais gays.

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