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Esporte
Hamilton faz história em Portugal e se torna maior vencedor da história da Fórmula 1
Britânico fez corrida brilhante, passou Verstappen e Bottas na pista e confirmou a vitória 92 para superar Schumacher
Correio do Povo
por  Correio do Povo
25/10/2020 17:57 – atualizado há 16 segundos
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O GP de Portugal foi palco da história neste domingo. Lewis Hamilton fez uma prova brilhante, passou Valtteri Bottas no braço e venceu sua vitória de número 92 na Fórmula 1. Com o feito, superou o impensável recorde de Michael Schumacher e se tornou o maior vencedor da categoria. Quando confirmar o heptacampeonato os números mostrarão: Lewis Carl Davidson Hamilton, o maior da história.

E o feito veio com muita luta, numa prova que começou difícil sob a pista molhada. Hamilton chegou a cair para quarto, mas batalhou para avançar. Passou Sainz, Verstappen e Bottas até disparar na frente. Daí, não teve para mais ninguém. Bottas formou o pódio em segundo, bem longe, com Verstappen ainda mais distante em terceiro.

Um leve chuvisco gerou caos e muita disputa na largada. Bottas distracionou e Hamilton assumiu a ponta. Verstappen chegou a passar para segundo, tomou o troco de Bottas e, aí, se embananou. Abriu a tangente e bateu em Sérgio Perez, mandando a Racing Point para fora da pista. Ainda foi ultrapassado pelo excelente Carlos Sainz na McLaren.

Britânico encarou na pista principais rivais e disparou para a história | Foto: Jose Sena Goulao / AFP / CP

Com a pista fria pela umidade, as Mercedes começaram a se complicar. A distracionada inicial ajudou Bottas que, com pneus mais quentes, passou Hamilton de passagem. O britânico ainda foi superado por Sainz que em seguida tomou a ponta de Bottas numa imagem impensável da McLaren superando as Mercedes.

Melhor que todo mundo, porém, era Kimi Raikkonen. O finlandês largou em 16º, costurou todo o grid, fez oito ultrapassagens e apareceu em sexto. Daquelas voltas para entrar para a história da Fórmula 1.

Aí, passou a chuva e os pneus começaram a aquecer. Com mais ação, Bottas e Hamilton logo atacaram Sainz para retomar a liderança. Verstappen teve um pouco mais de dificuldade, mas eventualmente superou o espanhol.

Inicialmente, Bottas conseguiu manter vantagem de 2,5s para Hamilton. Mas a partir da oitava volta o britânico começou a tirar. Se aproximou com tudo do finlandês e abriu asa móvel. Bottas ainda tentou fechar a linha interna, mas Hamilton tinha mais ação e assumiu a liderança. Depois disso, começou a abrir com facilidade do companheiro.

Mais atrás, Lance Stroll pressionava Norris. O britânico fechou a porta na freada num primeiro momento, em manobra questionável. Na volta seguinte, o canadense perdeu a paciência e se atirou por fora. Conseguiu colocar meio carro à frente, Norris espalhou na tangente e o toque mandou a Racing Point para fora da pista. Na melhor das hipóteses, acidente de corrida, mas os fiscais decidiram punir Stroll de forma muito esquisita.

Quem fazia grande corrida a essa altura eram Charles Leclerc e Sérgio Perez. O monegasco passou as McLaren e assumiu o quarto posto sem se ameaçado por mais ninguém. Em performance normal, sem incidentes, era a melhor corrida a da Ferrari no anos. Perez por sua vez, se recuperou depois de cair para último e, preservando os pneus se colocou em condições de lutar pelo top seis.

Lá pela volta 40, as Mercedes finalmente foram para os pits. Hamilton parou primeiro e voltou com pneus duros. A chance de Bottas era arriscar com pneus macios, mas o finlandês foi conservador e também calçou a borracha menos grudenta. Caso não ocorresse algo fora do normal, o status quo da corrida se manteria.

Bem mais atrás, Raikkonen atacava Ricciardo mesmo com seus pneus bem mais velhos, só que sofria a carga da Vettel. O alemão fazia mais uma jornada ruim, mas com a asa móvel pelo menos conseguiu passar a Alfa Romeo pela posição final de pontos. A Renault seguia na alça de mira, com performance bem ruim na pista portuguesa.

A três voltas do fim, a grande briga era entre Perez e Gasly. O francês teve ritmo excelente a prova toda e, apesar dos pneus duros demorarem a funcionar para ele, no final a AlphaTauri vinha com carga toda. Na volta 64, Gasly forçou na linha interna, Perez fechou de maneira quase anti-desportiva. Na volta seguinte, o francês botou por fora, segurou a linha e garantiu o quinto lugar. A Racing Point arriscou nos pneus macios e, sem borracha, o mexicano acabou superado também por Carlos Sainz.

A quadriculada, porém, era toda de Hamilton. A história estava feita, 92 vitórias, o maior vencedor da Fórmula 1 em todos os tempos cruzou em primeiro numa categoria totalmente superior ao resto do pelotão. Bottas completou em segundo a longos 16 segundos, com Verstappen em terceiro.

O quarto foi o combativo Leclerc, na melhorada Ferrari. No quinto lugar, Gasly, seguido de Sainz e Perez. O oitavo posto foi para Esteban Ocon, liderando a dupla da Renault. Vettel faturou o pontinho final como prêmio para mais uma corrida abaixo da média.

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