Receba as notícias mais importantes do dia no WhatsApp. Receba de graça as notícias mais importantes do dia no seu WhatsApp.
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Segurança
Filha que planejou morte dos pais para antecipar herança é condenada a 31 anos de prisão
A filha contratou dois homens para executar o plano, que também foram condenados. O caso aconteceu em Herval d´Oeste em 2018.
NSC
por  NSC
17/11/2020 20:45 – atualizado há 1 segundo
Continua depois da publicidadePublicidade

A 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) decidiu manter as condenações pelos crimes de homicídio, tentativa de homicídio e fraude processual de Cleucimar de Fátima Cardoso Bello Vissoto, que segundo o Ministério Público, para antecipar a herança planejou a morte do próprio pai e prometeu recompensa para os autores dos crimes, na Linha Santa Terezinha (Gaúcho), interior de Herval d´Oeste. Além de Cleucimar, dois homens também tiveram as condenações mantidas. As informações foram divulgadas pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) nesta terça-feira (17). 

Segundo o TJSC, o pai de Cleucimar sobreviveu aos golpes de faca, mas sua esposa não resistiu aos ferimentos e morreu. A filha, que planejou toda a ação e ofereceu recompensa, foi condenada a 31 anos, um mês e 10 dias de reclusão. Um dos homens, que confessou as agressões contra o idoso que sobreviveu, recebeu a pena de 23 anos e quatro meses de reclusão. Já o segundo homem, que matou a esposa do idoso, pegou 26 anos e quatro meses de reclusão. Todos devem cumprir as penas em regime fechado e também foram condenados a sete meses de detenção e 22 dias de multa cada. O terceiro homem, condenado apenas pelo crime de furto, teve pena fixada em três anos, seis meses e 20 dias de reclusão, em regime aberto.

Segundo a denúncia do MP, os homens e a filha de uma das vítimas usavam cocaína durante o início de uma madrugada em março de 2018. Com a promessa de recompensá-los assim que recebesse a herança, os homens partiram para a casa da vítima. Com dois chutes arrombaram a porta da casa, onde o casal dormia. O homem recebeu um golpe chamado gravata e foi questionado sobre uma arma. Em ato contínuo, o idoso foi esfaqueado na sala e simulou estar morto. Na sequência, os homens mataram a esposa no quarto. Para prejudicar a investigação, os envolvidos retiraram a arma da casa.

Os réus recorreram ao TJSC. Basicamente, todos requereram a anulação do julgamento, sob a alegação de que o resultado foi contrário as provas dos autos. Eles pediram a redução das penas para afastar as qualificadoras de culpabilidade, da conduta social, da personalidade e das circunstâncias do crime.

O recurso foi parcialmente provido para afastar as circunstâncias judiciais da conduta social e personalidade.

“Levando em conta os relatos dos acusados e da vítima sobrevivente, os quais afirmaram que as lesões apontadas nos laudos periciais foram provocadas mediantes golpes de faca; bem como a circunstância de que a arma branca citada é apta a provocar ferimentos perfurocortantes; além do local vital atingido: pescoço; não há dúvida da ocorrência de crimes de homicídio tentado e consumado”, anotou o relator, em seu voto.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
você pode gostar...