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Segurança
IGP-RS aponta asfixia como "causa mortis" mais provável para óbito de João Alberto
No entanto, o órgão afirmou que apenas a conclusão definitiva da perícia é que vai apontar com exatidão a causa do óbito.
Correio do Povo
por  Correio do Povo
20/11/2020 18:11 – atualizado há 54 segundos
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O Instituto-Geral de Perícias do Rio Grande do Sul (IGP-RS) divulgou, nesta sexta-feira, que as análises iniciais do corpo de João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, espancado por seguranças no estacionamento do Carrefour, apontam para asfixia como "causa mortis mais provável". No entanto, o órgão afirmou que apenas a conclusão definitiva da perícia é que vai apontar com exatidão a causa do óbito. De acordo com o IGP, o laudo deverá ser concluído nos próximos dias.

Em publicação no Twitter, o IGP afirmou que o caso de João Alberto está sendo tratado como "prioridade" pelos Departamentos de Criminalística e Médico-legal do Instituto-Geral de Perícias desde a noite de quinta-feira, quando o crime ocorreu na zona Norte de Porto Alegre.

João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, foi morto espancado por seguranças Foto: Reprodução

João Alberto Silveira Freitas foi morto, nessa quinta-feira, por dois seguranças do hipermercado Carrefour, que foram presos em flagrante pela Brigada Militar (BM).

A Polícia Civil anunciou que mais duas pessoas estão sendo investigadas no caso, além dos seguranças. “Elas não foram autuadas naquele momento, pois há necessidade de apurar melhor qual é a participação delas”, explicou delegada Nadine Anflor, chefe da Polícia Civil, referindo-se a dois funcionários, um homem e uma mulher. Essa é a fiscal com a qual a vítima teria se desentendido e não impediu as agressões, além de ameaçar as pessoas para que não filmassem o espancamento. “Todos serão novamente ouvidos”, adiantou. “A apuração será rigorosa, rápida e dentro da lei”, garantiu Nadine.

20/11/2020 - GUSTAVO AGUIRRE/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO

O hipermercado Carrefour, na avenida Plínio Brasil Milano, no bairro Passo da Areia, na Capital, ficou fechado durante esta sexta-feira. No interior do estabelecimento, a vigilância privada havia sido reforçada. Cartazes nos portões informavam a situação. No lado externo, a Brigada Militar monitorava a situação.

Luiza Castro/Sul21

Já no início da tarde, um protesto ocorreu no local com vizinhos, amigos, motoboys, motoristas e populares que se manifestaram à respeito da agressão e morte da vítima. Com cartazes, os manifestantes pedem por justiça e pelo fim da discriminação racial. Flores foram depositadas e faixas colocadas nas grades.

Seguranças envolvidos na morte de João Alberto têm prisões preventivas decretadas

Os dois seguranças envolvidos na agressão, que desencadeou a morte de João Alberto Silveira no estacionamento do hipermercado Carrefour, na noite de quinta-feira, tiveram prisões preventivas decretadas na tarde desta sexta-feira. Eles haviam sido detidos em flagrante, mas a prisão foi convertida pelo juiz plantonista do Foro Central de Porto Alegre, Cristiano Vilhalva Flores. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.

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