Receba as notícias mais importantes do dia no WhatsApp. Receba de graça as notícias mais importantes do dia no seu WhatsApp.
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Divulgação
Economia
Como novas sanções dos EUA contra a China podem afetar agronegócio brasileiro
O Brasil compete com os EUA na liderança mundial da produção e da exportação de soja, milho, etanol, açúcar e proteína animal. Os chineses são os maiores consumidores globais desses produtos.
Blog do Ibre/FGV
por  Blog do Ibre/FGV
22/12/2020 05:18 – atualizado há 58 segundos
Continua depois da publicidadePublicidade

EUA e China brigam pelo título de maior economia mundial, e agronegócio brasileiro pode continuar se beneficiando da disputa. Os últimos dois anos foram marcados por uma batalha comercial dos Estados Unidos contra a China. A guerra tarifária, com imposição de aumento de impostos por ambos os lados, acabou beneficiando diretamente o agronegócio brasileiro, em especial nas exportações de soja, milho e carne bovina.

Em janeiro de 2020, os dois países do hemisfério norte ensaiaram uma trégua, com a assinatura de um acordo comercial que previa maior compra de produtos estadunidenses pelos chineses. Entretanto, o pacto não avançou muito, e o aumento de taxas de importação entre os países não teve recuo.

A vitória de Joe Biden nas eleições dos EUA para a presidência da República deu outro sinal de que o conflito poderia cessar ou diminuir, mas a gestão do Presidente Donald Trump ainda deseja criar sanções contra os chineses nos últimos dois meses de mandato.

Os EUA pretendem criar uma aliança informal de nações ocidentais para se defender de eventuais pressões comerciais dos chineses. O plano começou a ser desenhado em abril, quando a Austrália pediu uma investigação sobre as origens da Covid-19. Em resposta, o embaixador da China em Camberra sugeriu que a população chinesa boicotasse os produtos australianos.

O Brasil compete com os EUA na liderança mundial da produção e da exportação de commodities agropecuárias. Os dois países têm sistemas produtivos semelhantes, o que resulta em alta concorrência no mercado mundial para vários setores, como soja, milho, etanol, açúcar e proteína animal. Em contrapartida, os chineses são os maiores consumidores globais desses produtos.

Dessa forma, é de se esperar que a possível manutenção do conflito entre Washington e Pequim continue beneficiando o agronegócio do País, mas isso não deve acontecer de forma automática. O governo brasileiro também tem elevado o tom das críticas ao regime chinês, enquanto o gigante asiático busca reestruturar sua cadeia produtiva após a pandemia, para reduzir a dependência externa.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
você pode gostar...