Receba as notícias mais importantes do dia no WhatsApp. Receba de graça as notícias mais importantes do dia no seu WhatsApp.
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Veja
Saúde
Brasil ultrapassa 200 mil mortes por Covid-19
Ao todo, são 7.961.673 casos da doença. Nas últimas 24 horas, foram registrado mais 1.524 óbitos e 87.843 casos novos.
Gazeta do Povo
por  Gazeta do Povo
07/01/2021 20:53 – atualizado há 58 segundos
Continua depois da publicidadePublicidade

O Brasil ultrapassou o número de 200 mil pessoas mortas pela Covid-19 nesta quinta-feira (7). Em meio ao aumento de casos, o país tem o segundo maior número de mortes no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, de acordo com a Universidade Johns Hopkins.

De acordo com o painel interativo da Covid-19, até o momento 200.498 brasileiros perderam a vida em função do novo coronavírus. Ao todo, são 7.961.673 casos da doença. Nas últimas 24 horas, foram registrado mais 1.524 óbitos e 87.843 casos novos.

Os Estados Unidos têm atualmente mais de 21,3 milhões de casos, já a Índia registrou mais de 10,3 milhões. Na quarta-feira (6), o Brasil registrou a média móvel de 696,71 óbitos por dia, em relação aos últimos 14 dias, de acordo com o Ministério da Saúde.

A pasta se manifestou por meio de nota. "Nesta quinta-feira, 7 de janeiro, infelizmente o Brasil chegou ao triste número de 200 mil vidas perdidas - brasileiras e brasileiros que tiveram os sonhos e projetos interrompidos pelo coronavírus. Em nome do Presidente da República, Jair Bolsonaro, do Ministério da Saúde e de todo o Governo Federal, queremos nos solidarizar com cada família que perdeu entes queridos", diz o texto.

O ministério reafirma que está "trabalhando incansavelmente (...) para garantir vacinas seguras e eficazes à população". "Com a união de todos os setores, como empresas aéreas, forças armadas, empresas do setor privado, público, e de todo o Governo Federal, bem como de voluntários que se colocam todos os dias disponíveis para continuar a salvar mais vidas, o Ministério da Saúde prepara o lançamento da maior campanha de vacinação para combate ao coronavírus, a fim de evitar a perda de mais vidas".

Avanço da Covid-19 no Brasil

O primeiro caso do novo coranavírus no Brasil foi registrado em 26 de fevereiro, e a primeira morte ocorreu menos de um mês depois, em 12 de março de 2020. Começava, então, uma corrida contra o tempo para entender a Covid-19 e o desenvolvimento da doença. Além do desafio logístico para realizar a compra de testes, insumos e equipamentos necessários para os hospitais.

Luiz Henrique Mandetta, primeiro ministro da Saúde da gestão de Jair Bolsonaro (sem partido), deu início às medidas de combate à pandemia. Em março, governadores e prefeitos adotaram medidas restritivas para tentar diminuir a velocidade de contaminação e evitar um colapso do sistema de saúde. Distanciamento social, uso de máscara e álcool em gel, limpeza constante das mãos ainda são as formas mais seguras para tentar diminuir a chance de contágio.

No fim do mesmo mês, Bolsonaro fez um pronunciamento em que criticou as autoridades estaduais pela quarentena e pelo fechamento do comércio e fronteiras. O presidente disse que o país deveria retornar a normalidade, criticou a imprensa e classificou a Covid-19 como sendo uma “gripezinha”.

"O vírus chegou, está sendo enfrentado por nós e brevemente passará. Nossa vida tem que continuar, empregos devem ser mantidos, o sustento das famílias deve ser preservado, devemos, sim, voltar a normalidade", afirmou Bolsonaro no dia 25 de março, quando o Brasil tinha 2.433 infectados e 57 mortes por Covid-19.

Trocas no comando do Ministério da Saúde

Em quase onze meses de enfrentamento a Covid-19, o Ministério da Saúde trocou de comando três vezes. A abordagem do presidente não era a mesma adotada pelo Ministério da Saúde. Em inúmeras ocasiões ele se mostrou contrário às determinações feitas pelo ministério. Após um mês de conflitos e sem conseguir do Planalto a unidade de discurso necessária para orientar a população, Mandetta deixou o cargo.

O médico Nelson Teich assumiu a pasta em 17 de abril. Assim como Mandetta, Teich discordava de Bolsonaro sobre o uso de medicamentos sem eficácia comprovada para tratamento precoce da doença, como a cloroquina. A promessa de testagem em massa da população não se concretizou. Teich pediu demissão após 29 dias no cargo. O general Eduardo Pazuello, alinhado com Bolsonaro, assumiu a pasta.

País ultrapassou 100 mil mortes em agosto

Em agosto, o Brasil atingiu a marca de 100.477 óbitos e mais de 3 milhões de casos de Covid-19. Com a rápida disseminação da doença, dois meses depois o país ultrapassou as 150 mil mortes.

O ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse em entrevista ter comunicado a Bolsonaro que caso o governo não tomasse medidas necessárias para o enfrentamento da pandemia, o pior cenário estimado teria 180 mil mortes, número ultrapassado no dia 11 de dezembro.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
você pode gostar...