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Foto: Renato Oliveira / Especial / CP
Segurança
Incêndio na Boate Kiss completa oito anos sem o julgamento dos réus
Tragédia que matou 242 pessoas e deixou mais de 630 feridos ainda não teve julgamento dos réus.
Correio do Povo
por  Correio do Povo
27/01/2021 09:23 – atualizado há 45 segundos
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"Hoje lembramos de uma tragédia que tirou um pedaço de nossa vida, e o sofrimento continua. Esperamos agilidade da justiça no julgamento dos responsáveis", afirma o presidente da Associação dos Familiares das Vitimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria (AVTSM), Flávio Silva lembrando o incêndio na Boate Kiss. Oito anos se passaram desde o dia 27 de janeiro de 2013, quando 242 pessoas morreram e 636 ficaram feridas, tempo que faz crescer o sentimento de revolta da cidade cravada no região central do Rio Grande do Sul.

Ogier Rosado perdeu o filho Vinicius Rosado, na época 24 anos estudante de educação física. Ele destaca que, "quanto mais o tempo passa, mais a saudade aumenta". "A nossa justiça é lenta e estamos em um mundo individualista. Hoje, pouca gente lembra de uma tragédia que tirou filhos e amigos de nosso convívio. A pandemia mostra que a lição de se ter prevenção não foi apreendida", avalia.

Para lembrar os oito anos da tragédia, uma programação diferenciada está sendo realizada. Uma live com início às 20h desta quarta-feira, com a participação de pessoas de diversos segmentos da sociedade tem como foco "luto materno, impunidade e a incansável luta por justiça". Entre os participantes estão a escritora e produtora de TV Glória Perez, o ator Tony Ramos, o jornalista Marcelo Canellas, e Ligia Righi Silva, mãe de uma estudante que morreu na tragédia. Uma sirene foi instalada na Rua dos Andradas, frente ao prédio onde funcionava a boate e acionada às 2h30min da madrugada, horário que iniciou a tragédia.

Quatro pessoas foram indiciadas pelo incêndio e estão esperando julgamento: Elissandro Spohr (o Kiko) e Mauro Hoffmann são sócios da boate. Marcelo de Jesus dos Santos, vocalista da banda Gurizada Fandagueira, e Luciano Bonilha Leão assistente de palco, também estão no banco dos réus.

A tragédia ocorreu na madrugada do dia 27 de janeiro de 2013, na boate que funcionava na Rua dos Andradas, centro de Santa Maria e foi provocada pela imprudência, quando Luciano Bonilha Leão acionou um artefato pirotécnico que deu início ao fogo. O incidente é considerado a segunda maior tragédia no Brasil em número de vítimas em um incêndio, sendo superado apenas pela Tragédia do Gran Circus Norte Americano, ocorrida em 1961, em Niterói – foram 503 mortos.


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