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Nova regra dos termos de privacidade do WhatsApp passam a valer a partir de hoje
Veja o que muda no WhatsApp com a atualização.
TechTudo
por  TechTudo
15/05/2021 11:16 – atualizado há 18 dias
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O WhatsApp vai atualizar os seus Termos de Uso e Política de Privacidade neste sábado (15). Em janeiro, o mensageiro começou a disparar avisos sobre as novas regras do aplicativo, que permitem o envio de dados de interações entre usuários e contas comerciais para empresas do Facebook. Até então, as mudanças estavam previstas para ocorrer 8 de fevereiro, mas o mensageiro adiou para amanhã os novos termos, após receber duras críticas tanto de usuários quanto de instituições reguladores e até de autoridades governamentais.

Mesmo com a tentativa do WhatsApp de esclarecer as mudanças, muitos usuários continuam com dúvidas a respeito das novas regras. Pensando nisso, o TechTudo preparou uma lista com os principais questionamentos. A seguir, você pode conferir o que muda com os novos termos, qual o impacto deles, como eles afetam usuários e o que acontece com quem não aceitar as mudanças até amanhã.

1. O que muda nos termos?

Em janeiro, o WhatsApp passou a emitir avisos no mensageiro sobre a nova política de privacidade da companhia. De maneira geral, a nota afirmava que o aplicativo passaria a compartilhar dados da interação entre usuários e contas comerciais pelo WhatsApp com as empresas parceiras do Facebook. O alerta não dava a opção de recusar os termos, de maneira que a única saída para quem discordasse deles seria apagar a conta e abandonar o WhatsApp.

Na prática, com os novos termos, o WhatsApp poderá compartilhar com as empresas parceiras do Facebook dados como o número pessoal de telefone do usuário, além da marca, modelo, número de IP do dispositivo e empesa de telefonia utilizada. Informações como o "online" e "visto por último" também poderão ser compartilhados, bem como dados de tempo de uso e atividades dos usuários no mensageiro.

Nas palavras do mensageiro, as novas regras "estão relacionadas aos recursos comerciais e opcionais do WhatsApp", e seriam capazes de oferecer "mais transparência" ao usuário sobre a forma como seus dados são coletados e usados pela companhia. O WhatsApp também afirma que a mudança dos termos não afeta a privacidade das mensagens trocadas pela plataforma, sejam elas em grupos ou em chats individuais, e também diz que o app não compartilha os contatos com o Facebook e que não mantém nenhum registro das chamadas realizadas pelo mensageiro.

Como a decisão na mudança dos termos foi altamente criticada por usuários e até mesmo por instituições reguladoras — como o Procon-SP, no Brasil —, o WhatsApp optou por postergar a implementação das novas regras para amanhã, e passou a divulgar e vincular propagandas para esclarecer quais dados seriam compartilhados e de que forma isso ocorreria.

2. Como isso afeta o usuário?

Segundo o WhatsApp, as mudanças seriam capazes de aprimorar a interação e comunicação entre usuários e empresas no mensageiro. Assim, seria mais fácil e rápido de entrar em contato com uma empresa que você acabou de visualizar em um anúncio do Facebook ou do Instagram, por exemplo.

Como muitas delas utilizam um botão dedicado ao WhatsApp, ao iniciar uma conversa com um negócio, os dados dos usuários poderiam ser compartilhados com as empresas do Facebook e, assim, a companhia de Zuckerberg poderia utilizar essas informações para gerar anúncios mais relevantes.

O WhatsApp frisa que a única alteração nos termos refere-se às interações com contas comerciais no mensageiro. Caso o usuário nunca realize compras pelo aplicativo, na prática, nada muda para ele. O WhatsApp ainda lembra que as pessoas têm a opção de evitar contato com contas do WhatsApp Business removendo-as da agenda do celular e bloqueando o número no mensageiro. O app exibe um aviso no topo da página quando o usuário interage com uma conta comercial.

3. Quais as críticas às novas regras?

Na última sexta-feira (7), cinco instituições governamentais brasileiras assinaram em conjunto uma carta de recomendação destinada ao WhatsApp e ao Facebook, pedindo pelo adiamento das novas regras e para que o mensageiro não limitasse as funcionalidades do app para os usuários que não aceitarem os termos até amanhã.

Uma das alegações das instituições, que incluem o Ministério Público e a ANPD, é a possibilidade da coleta de dados do WhatsApp desrespeitar a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), já que consideram como imprecisa a descrição do tratamento dos dados de usuários. O Procon-SP chegou a notificar o mensageiro em janeiro, exigindo explicações frente à LGPD e ao Código de Defesa do Consumidor na época em que a mudança foi anunciada.

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