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Segurança
Acidente com avião da TAM completa 14
Dentre as 199 vítimas, 98 gaúchos estavam no voo 3054 da TAM.
Correio do Povo
por  Correio do Povo
17/07/2021 18:30 – atualizado há 4 dias
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Um pouco antes das 19h daquela terça-feira, o Airbus A320-233 que partiu do Aeroporto Internacional Salgado Filho de Porto Alegre com destino ao Aeroporto de Congonhas não conseguiu frear ao tentar pousar na capital paulista. A aeronave ultrapassou os limites da pista, atravessou a avenida Washington Luís e colidiu com o prédio da TAM Express e com um posto de gasolina. Os 187 ocupantes, entre passageiros e tripulantes, e mais doze pessoas morreram. Das vítimas, 98 eram gaúchas.

Dentre as 199 vítimas, estavam 98 gaúchos | Foto: VIVI ZANATTA/AGÊNCIA ESTADO/AE/CP

Em meio à dor, foi criada, naquele ano, a Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Voo TAM JJ3054 (Afavitam), para unificar as informações sobre as investigações acerca do desastre. Eles se organizaram sob o lema "Vida, Verdade e Justiça", em busca de respostas que até circundam seus pensamentos.

Os encontros mensais da Afavitam, proporciaram um compartilhamento de emoções que só os integrantes conheciam. Anualmente, alguns deles ainda vão ao Largo da Vida, espaço construído próximo ao aeroporto, em Porto Alegre, para fazer homenagens aos entes queridos perdidos no acidente. 

Após dois anos e meio de investigações da Polícia Federal, causas para a tragédia foram levantadas, mas ninguém foi apontado como culpado. Três pessoas foram indiciadas, o então diretor de segurança de voo da TAM, Marco Aurélio dos Santos de Miranda e Castro, o então vice-presidente de operações da aérea, Alberto Fajerman, e Denise Abreu, que na época era diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Todos inocentados.

Segundo o advogado Eduardo Lemos Barbosa, que defendeu oito famílias de vítimas, lembra que muita coisa mudou na aviação brasileira após o desastre. "Pistas aumentaram, o sistema de manetes do freio da Airbus, que eram um para frente, outro para trás, foi alterado, agora, os dois são puxados para trás. Sem falar nas exigências para voar, mais rígidas para melhorar a segurança", conta o profissional, que escreveu o livro "A História Não Contada do Maior Acidente Aéreo da Aviação Brasileira", com alguns bastidores do que presenciou.

Roberto Gomes, irmão de uma das vítimas, resume a conclusão do inquérito com uma frase:"a Justiça só faltou condenar as famílias"

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