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Agro
A valorização da agricultura familiar
Por Ivan Ramos diretor executivo da Fecoagro/SC
Ivan Ramos - Dir. Fecoagro-SC
por  Ivan Ramos - Dir. Fecoagro-SC
16/08/2021 08:44 – atualizado há 3 meses
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Aconteceu recentemente na Assembleia Legislativa de SC uma sessão especial da Comissão de Agricultura e Política Rural, comandada pelo deputado, engenheiro agrônomo, José Milton Scheffer, para destacar a agricultura familiar de SC. A cerimônia proposta pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Santa Catarina – Fetaesc serviu para lançar em SC a decisão das Nações Unidas de valorizar a Década da Agricultura Familiar no mundo.

É sabido de todos que vivem no meio rural, ou que têm relação com esse, que os pequenos agricultores são os responsáveis pela produção de alimentos, principalmente aqueles produtos de consumo imediato, e na sua grande maioria, sem necessidade de processamento, isto é, sem passar por uma indústria para ser consumido. Feijão, arroz, frutas, hortaliças e até o leite in natura, estão nessa na linha de frente. Se no mundo a agricultura familiar é importante ao ponto da ONU dedicar uma década para valorizá-la e popularizá-la no meio urbano da sua importância, em estados minifundiários o destaque se torna ainda mais expressivo.

Em SC, segundo disse José Walter Dresch, presidente da Fetaesc, entidade estadual que representa o agricultor familiar, mais de 90 por cento das propriedades rurais são de pequenos agricultores. Ser pequeno, entretanto, não significa ser pobre. Dependendo da atividade desenvolvida no campo, os pequenos agricultores mantém qualidade de vida melhor do que muita gente nos centros urbanos. No caso catarinense, onde a atividade pecuária, como criação de aves, suínos e leite, a renda é invejável, comparada com os assalariados na cidade. O avanço da tecnologia, a participação na cadeia de industrialização, a assistência técnica e o apoio sistemático do governo do estado, tem contribuído para o pequeno agricultor catarinense. Especialmente aqueles que se utilizam das tecnologias disponíveis conseguem ter renda digna no que produzem.

A Década da Agricultura Familiar destacada pela ONU tem servido para valorizar essa atividade em nível mundial, através da difusão dos seus produtos e serviços, mas também tem contribuído para aproximar as entidades do agro. Em SC a união das instituições do setor já está solidificada, e tem sido reconhecida em nível nacional. A sessão especial da Alesc ajudou para demonstrar essa integração, pois todas as entidades do agro, independentemente das suas atribuições, estiveram presentes para prestigiar o ato.

Frequentemente entidades similares de outras Unidades da Federação têm demonstrado admiração da união do setor em SC. Recentemente foi o ex-ministro da Agricultura, Francisco Turra, que esteve por aqui propondo parceria com outros estados que necessitam de matéria-prima para produção de ração, e sentiu a presença unânime das entidades para pegar junto a proposta. Por aqui, quando o assunto é defendido por uma entidade, as outras somam junto, sem pretensão de aparecer por essa ou aquela instituição. Pensam no setor, que no final, são os agricultores. Se outros estados agissem assim, sem alguém querer ser pai da criança em qualquer projeto, certamente teriam melhores resultados nas suas reivindicações, afinal, a maioria dos estados brasileiros tem muito mais importância no agro do que em SC. Pense nisso.

-Ivan Ramos é Diretor Executivo da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado de Santa Catarina - Fecoagro

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