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Saúde
Semana de multivacinação: no RS, 41 mil crianças e adolescentes compareceram aos postos de saúde
Campanha busca recuperar crianças e adolescentes com doses em atraso.
O Sul
por  O Sul
11/10/2021 14:03 – atualizado há 41 segundos
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O Rio Grande do Sul registrou, na primeira semana da multivacinação, a procura de 41 mil crianças e adolescentes menores de 15 anos aos postos de saúde. Dessas, 23 mil tinham alguma dose em atraso que puderam colocar em dia.

Segundo a SES (Secretaria da Saúde), a estratégia é importante neste momento para elevar as coberturas vacinais, que já vinham em um cenário de queda nos últimos anos e que a pandemia acentuou ainda mais. No próximo sábado (16) ocorre o “Dia D”, data em que os municípios abrirão extraordinariamente as Unidades Básicas de Saúde para a imunização desse público.

Foto: Claudio Fachel/Palácio Piratini-Arquivo

Entre o público-alvo da campanha, a faixa etária que apresentou menor número de atrasos em doses foi a de 5 a 9 anos. Das quase 7 mil crianças dessa idade que foram levadas até um posto, 30% necessitaram ser vacinadas. Já a faixa etária que realizou o maior número de vacinas na primeira semana foi a dos menores de um ano. Aproximadamente 89% da mais de 9,2 mil que compareceram receberam alguma dose que estava pendente no calendário básico.

Ao todo, o calendário de vacinação prevê 14 tipos de vacinas até os sete anos de idade e outras oito até os 15 anos, fora as que ocorrem em campanhas específicas, como a da gripe e da Covid-19.

Queda nas coberturas

A pandemia de Covid-19 acentuou em 2020 a queda na procura por essas vacinas de rotina, conforme dados da SES. Isso aumenta a chance de que doenças consideradas erradicadas possam voltar a circular ou aquelas que vinham com baixos índices aumentem. Em especial pelo momento atual, de gradativa retomada das atividades e retorno desse público às escolas.

Índices baixos de vacinação aumentam os riscos para doenças imunopreveníveis, como coqueluche, poliomielite, sarampo, caxumba, rubéola, varicela, meningite meningocócica e pneumocócica, gastroenterite por rotavírus, hepatites A e B, entre outras.

“Na medida em que as doenças passam a não circular mais, justamente porque se mantiveram elevadas coberturas vacinais, principalmente a partir dos anos 2000, muitas doenças tornaram-se desconhecidas, fazendo com que algumas pessoas não tenham noção do perigo representado por elas”, alerta a chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), Tani Ranieri.

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