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Agro
Presidente Bolsonaro revela que falta de adubo é preocupante
Presidente disse ainda que a Secretaria de Assuntos Estratégicos está elaborando um plano emergencial para solucionar o problema.
Valor / Fecoagro/SC
por  Valor / Fecoagro/SC
12/10/2021 20:59 – atualizado há 15 segundos
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O presidente Jair Bolsonaro afirmou no Palácio do Planalto que “haverá desabastecimento” no ano que vem por causa da escassez de fertilizantes no país. Ele disse ainda que a Secretaria de Assuntos Estratégicos está elaborando um plano emergencial para solucionar o problema.

“Agora, temos um outro problema, pessoal. Eu vou avisar um ano antes. Fertilizantes. Por questão de crise energética, a China começa a produzir menos fertilizantes. Já aumentou de preço, vai aumentar mais e vai faltar”, disse. “A cada cinco pratos de comida no mundo, um sai do Brasil. Podemos ter problema de desabastecimento no ano que vem”.

Foto: Valor / Fecoagro/SC

Segundo Bolsonaro, o secretário de Assuntos Estratégicos, almirante Flávio Rocha, está preparando um plano nacional para fertilizantes, que deve ser entregue em novembro. O tema foi discutido durante encontro do presidente com integrantes da Frente Parlamentar da Agricultura, no Palácio do Planalto.

Bolsonaro afirmou ainda que orientou diplomatas nos Estados Unidos e na Europa a irem aos supermercados para “mostrar o que está acontecendo”, referindo-se a um suposto desabastecimento nesses locais. “Pedi agora a uma pessoa nossa que trabalha nos Estados Unidos, Itamaraty, para ir nos mercados, alguns embaixadores da Europa também, para mostrar o que está acontecendo. Lá não é apenas inflação, está havendo desabastecimento”, disse.

Além da queda da produção chinesa, a oferta de fertilizantes tem sido afetada por sanções internacionais a Belarus, um importante fornecedor de potássio.

O problema de abastecimento de fertilizantes está se agravado após a China ter anunciado o cancelamento de todas as matérias-primas daquele país. Cerca de 30 dos fertilizantes consumidos no Brasil tem origem da China.

Outro agravante e que oferece risco de faltar fertilizantes é a indisponibilidade de navios para as importações. O frete marítimo mais que triplicou de preço neste ano. Indústrias produtoras no exterior estão paralisando a produção, devido à falta de energia. O gás natural que movimenta as indústrias também registrou aumentos nos seus custos em diversas vezes, e ainda estão insuficientes. Por essa razão poderá faltar o produto no mundo inteiro.

As cooperativas catarinenses já estão tentando antecipar suas compras para a próxima safra de inverno e verão de 2022, temendo ficar sem o produto, e aí comprometer a produtividade agrícola. Os fertilizantes tem tido aumento de preços quase todos os dias no Brasil.

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