Receba as notícias mais importantes do dia no WhatsApp. Receba de graça as notícias mais importantes do dia no seu WhatsApp.
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Economia
Carne bovina vai ficar ainda mais cara com o fim do embargo chinês
A China compra 56% da produção de carne brasileira e nesta quarta-feira (15) anunciou que voltará a receber as cargas brasileiras.
R7
por  R7
15/12/2021 16:14 – atualizado há 13 dias
Continua depois da publicidadePublicidade

O fim do embargo chinês às carnes brasileiras é uma boa notícia para a economia nacional, mas vai ser difícil convencer a população de que ela levou alguma vantagem com a informação divulgada nesta quarta-feira (15). "Naturalmente, esses produtos vão ficar mais caros nos açougues e supermercados daqui. Aumenta a demanda, sobe o preço para o consumidor final", diz o analista econômico e mestre em inovação Caio Sanas.

Os embarques para a China, que compra 56% da produção de carne nacional, foram suspensos em 4 de setembro após o Brasil identificar dois casos da doença da vaca louca em seus pastos.

Sanas explica também por que durante o embargo da China a carne não ficou mais em conta no Brasil.

"O consumidor final não sentiu essa redução porque o custo dos insumos, como a alimentação dos animais, subiu e elevou o preço para os produtores rurais. Por isso o varejo não percebeu a variação."

Ele lembra que em outubro ocorreu uma ligeira queda, de 0,31%, no valor cobrado pelo comércio. O dado foi divulgado no IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Em doze meses, segundo o Procon-SP, os cortes de primeira subiram 13,68%, acima da inflação oficial, que acumula alta de 10,74% até novembro. As carnes de segunda tiveram 8,17% de alta no mesmo período.

O economista e especialista em direito ambiental econômico Alessandro Azzoni vê um lado positivo para o consumidor final: a curto prazo, e por pouco tempo, a carne poderá até ficar mais barata.

"A China liberou o certificado sanitário internacional apenas a partir de 15 de dezembro. Ou seja, os que foram emitidos desde 4 de setembro até essa data não serão aceitos. Isso significa que o mercado brasileiro tem um estoque grande para garantir o próprio abastecimento, o que pode levar a uma redução de preços nesses lotes que ficarão por aqui", analisa.

"Agora, após esse período, em janeiro, fevereiro do ano que vem, a tendência é que essa carne volte a ser exportada em maior ritmo e a oferta interna diminua, o que leva ao aumento para o consumidor", finaliza Azzoni.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
você pode gostar...