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Saúde
Tratamento oral para quadros iniciais de Covid-19 deve estar disponível no SUS em até seis meses
Com potencial para redução da evolução da doença para quadros graves, o medicamento será ofertado para pacientes adultos imunocomprometidos ou com idade igual ou superior a 65 anos.
O Sul
por  O Sul
09/05/2022 08:25 – atualizado há 22 segundos
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O Ministério da Saúde anunciou, na última sexta-feira (6), a incorporação do medicamento Paxlovid, composto pelos antivirais nirmatrelvir e ritonavir, para casos leves de Covid.

Esse é o primeiro tratamento incluído no Sistema Único de Saúde (SUS) para tratamento de pacientes com quadro leves a moderados da Covid-19 e alto risco de complicações. Ele tem o objetivo de prevenir internações, complicações e mortes.

Em 30 de março, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso emergencial do Paxlovid. Após a publicação da incorporação no Diário Oficial, na sexta-feira, o Ministério tem 180 dias para disponibilizar o tratamento na rede pública.

Com potencial para redução da evolução da doença para quadros graves, o medicamento será ofertado para pacientes adultos imunocomprometidos ou com idade igual ou superior a 65 anos.

O tratamento só poderá ser utilizado em caso de teste positivo para doença e em até cinco dias após início dos sintomas.

Em abril, o Ministério da Saúde incorporou o medicamento baricitinibe para casos graves da Covid-19. Ele também foi recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e já tinha registro no Brasil para o tratamento de artrite reumatoide e dermatite atópica.

Foto mostra fabricação de comprimido da Pfizer contra a Covid-19 em Freiburg, na Alemanha, em 16 de novembro de 2021. (Foto: Reprodução)

Como funciona o medicamento

O Paxlovid consiste em dois medicamentos antivirais em conjunto: o nirmatrelvir e o ritonavir.

Essa associação deve ser administrada por via oral e é indicada para pacientes com Covid-19 leve à moderada, não hospitalizados, que apresentam elevado risco de complicações e sem necessidade de uso de oxigênio suplementar.

O nirmatrelvir impede que o vírus se prolifere, tendo, assim, uma potente atividade contra o vírus da Covid-19 e outros coronavírus.

Já o ritonavir inibe a ação de uma enzima que degrada o nirmatrelvir. Com isso, colabora para que o nirmatrelvir fique por mais tempo disponível na corrente sanguínea, o que potencializa a sua ação.

O nirmatrelvir é um novo remédio desenvolvido pela Pfizer-BioNTech, enquanto o ritonavir é uma droga que já era usada no tratamento do HIV/AIDS.

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