GENTE

  • 10/10/2016 (01:06:50)

  • Repórter: Da Redação

Morre aos 90 anos o cineasta polonês Andrzej Wajda

Ele deixa um enorme legado de filmes clássicos



Morreu ontem (9) aos 90 anos, o cineasta polonês Andrzej Wajda, vítima de insuficiência pulmonar. Ele estava internado há vários dias em um hospital da Varsóvia. Andrzej foi um dos mais importantes diretores europeus do período pós-II Guerra Mundial. Nascido na cidade de Suwalki em 6 de março de 1926, estreou na direção em 1955 com Geração, uma adaptação do livro do escritor Bohdan Czesko, com o qual abriu sua chamada Trilogia da Guerra. Conhecido pelos clássicos com temas políticos e históricos, o cineasta deixa um legado como Cinzas e Diamantes (1958); A Terra Prometida de (1975); O Homem de Mármore (1976) e o Homem de Ferro (1981) com o qual conquistou a Palma de Ouro no Festival de Cannes. Em 2000, ganhou o Oscar Honorário e teve quatro dos seus longas representando a Polônia na disputa da estatueta de melhor filme estrangeiro. Em seus filmes, Andrzej Wajda destacava o interesse na conturbada história da Polônia no século 20, sob a ocupação nazista e as atrocidades cometidas pelas forças alemãs. Além dele, outro tema era a forte influência da União Soviética nos rumos do país sob o regime comunista.

Andrzej também fez carreira política, exercendo mandato no senado entre 1989 e 1991 e no conselho presidencial para a cultura em 1992 e 1994. Recentemente conquistou o título de Katyn em 2007, com a encenação do massacre de mais de 20 mil poloneses pelos russos na II Guerra. Ele deixa um trabalho como póstumo Powidoki, cinebiografia do artista de vanguarda Wladyslaw Strzeminski (1893 — 1952), com estreia prevista para março de 2017.