PET

  • 07/12/2016 (14:25:54)

Os três mais

Conheça os gatos brasileiros campeões do World Cat Show 2016

Três felinos brasileiros estão entre os campeões do maior concurso de gatos do mundo, que este ano foi realizado em Viena, na Áustria

Já ouviu falar em Ghattas BlackJack, Daruma Mika e Lotie Charlie Brown? Os três são gatos brasileiros famosos no universo felino porque acabam de ser escolhidos, junto a outros animais, campeões do World Cat Show 2016. O evento é o maior concurso de gatos mundo e é realizado anualmente pela Federação Internacional de Felinos (FIFe).

Ghattas BlackJack






O gato persa Ghattas BlackJack ganhou o concurso entre os machos adultos de raças de pelos longos (persas e exóticos). BlackJack tem seis anos e ganhou seu primeiro prêmio quando ainda era um filhote. Ele é criado em São Paulo, por Thaís Mota Lote e Luís Otávio Reis Credie, no gatil Lotie







Daruma Mika.
(Crédito: Arquivo pessoal/Silvia Pratta)

Vencedora entre as fêmeas adultas de raças de pelos longos, a gata exótica Daruma Mika tem três anos de idade. Ela é criada em Sorocaba por Alexsandro Martins Santos, do Gatil Daruma.

Lotie Charlie Brown
Filhote de BlackJack, Charlie Brown foi o premiado entre os filhotes de 7 a 10 meses de raças de pelo longo. Além desse título, ele já possui outros ⅗, sendo considerado um “Junior Winner”. Charlie Brown também é criado no gatil Lotie e acabou de completar dez meses.

Realizado em Viena nos dias 29 e 30 de outubro, o World Cat Show 2016 não se trata apenas de beleza. “Visto de fora, parece um concurso de beleza, porém, os que os juízes avaliam mesmo é a maior fidelidade [do gato] a sua raça”, diz o diretor social da Associação Felina Brasil Sul (Felisul), William Leite. Entre os itens avaliados estão tamanho da cabeça, do corpo, de orelhas, cores e tipo de pelo.

No entanto, para chegarem ao patamar de campeões do concurso, os bichanos brasileiros competiram ainda com “os melhores representantes” de raça exótica (que também está entre as raças de pelo longo), dentro de suas categorias (“macho”, “fêmea” e “filhote” – e ainda premia-se machos castrados, fêmea castradas e filhotes de 4 a 7 meses).

Participam ainda do concurso animais de raças de pelo semi-longo, de raças orientais e sem pelos, de raças que não se encaixam nas outras categorias e sem raça definida.

Criando um gatos campeões
Chegar a um campeonato mundial requer empenho: é preciso, pelo menos, chegar à final de alguma etapa regional ou nacional, o que envolve uma rotina de viagens para participar dos diversos concursos. Ainda assim, conforme o diretor da Felisul, a criação dos gatos não foge do padrão.

“Os gatos [que participam de concursos] são criados de maneira normal, dentro de casa, com ração de qualidade, banho a cada 20 dias, escovação e, principalmente, muito carinho”, diz Leite. O contato direto com o animal é necessário para que ele se mantenha calmo perante os juízes, assim como acostumá-lo a sair de casa e se manter calmo em diferentes ambientes.

Obrigatoriamente, os gatos devem ser vacinados, microchipados e ter pedigree. Quando participam de um concurso, eles devem estar saudáveis (há inspeção veterinária) e passar pelo grooming, com condicionadores, shampoos e cremes especiais para o pelo.
Leite diz ainda que, para competir, não é necessário adquirir um gato de linhagem campeã: “O que vale realmente é uma boa apresentação do gato e a sua fidelidade com os critérios da raça. Nem sempre a linhagem te dá um gato perfeito para o campeonato, até porque muitos dos aspectos, dependendo da raça, só aparecem melhor na fase adulta”.