PET

  • 25/01/2017 (22:11:30)

  • Repórter: Jornal Gazeta do Povo

VÍDEOS - Maus-tratos aos animais se repetem em Hollywood desde os anos 1920

O filme '“Quatro Vidas de um Cachorro”, está sob investigação de associação americana

"Quatro Vidas e um Cachorro" estreia nesta quinta-feira


“Nenhum animal foi ferido durante as filmagens”. O “certificado” foi criado pela AHA (American Humane Association) para garantir a segurança dos bichos no cinema. Embora a recente denúncia de maus-tratos no filme “Quatro Vidas de um Cachorro” esteja sendo rebatida pela empresa que treina os animais para esse propósito, a verdade é que esse atestado tem pouco efeito prático nos sets , a começar por “Ben Hur”, produzido em 1925. (veja mais exemplos abaixo).

A AHA foi criada em 1877 para assegurar o tratamento adequado aos animais em fazendas e afins. Foi só em 1939 que passou a monitorar também o tratamento que Hollywood dispensava aos bichos. E isso só aconteceu por grande pressão pública depois que um cavalo foi obrigado a pular de uma ribanceira durante as filmagens do western “Jesse James”. O animal quebrou a coluna e morreu, enquanto o dublê que o montava não sofreu nenhum arranhão.

Se o vídeo que mostra um pastor alemão visivelmente apavorado sendo obrigado a entrar em uma piscina for autêntico, a produção dirigida por Lasse Hallström, que estreia no Brasil nesta quinta-feira (26) ignorou uma recomendação da AHA. “A American Humane Association encoraja o uso de substitutos para animais vivos quando as cenas pedem a representação de perigo”, diz o manual da associação. Quando utilizadas, computação gráfica e outras técnicas devem ser, obrigatoriamente, comprovadas com fotografias e recibos. No mesmo manual, consta que a AHA deve ser consultada se cenas na água estiverem no script.

Veja o vídeo em que o cão é obrigado a entrar na água
Em comunicado, a associação afirmou ter contratado um investigador particular para apurar o que houve nas filmagens. O funcionário que fiscalizou o filme foi suspenso. Não ficou claro, porém, se ele presenciou a cena e foi negligente.

A Birds and Animals Unlimited, empresa que treinou os animais, sustenta que o vídeo foi manipulado. “Depois de filmarmos muitas cenas durante o dia, queríamos que Hercules fizesse a mesma coisa, mudando o ponto de onde ele entrava na piscina. Quando a câmera começou a gravar, o treinador que estava na água começou a chamar pelo cão. Percebemos rapidamente que Hercules não queria entrar na piscina daquele ponto”, diz o comunicado, frisando que ele não apresentou problemas com a água anteriormente.

Veja o trailer


Em comunicado, a associação afirmou ter contratado um investigador particular para apurar o que houve nas filmagens. O funcionário que fiscalizou o filme foi suspenso. Não ficou claro, porém, se ele presenciou a cena e foi negligente.

A Birds and Animals Unlimited, empresa que treinou os animais, sustenta que o vídeo foi manipulado. “Depois de filmarmos muitas cenas durante o dia, queríamos que Hercules fizesse a mesma coisa, mudando o ponto de onde ele entrava na piscina. Quando a câmera começou a gravar, o treinador que estava na água começou a chamar pelo cão. Percebemos rapidamente que Hercules não queria entrar na piscina daquele ponto”, diz o comunicado, frisando que ele não apresentou problemas com a água anteriormente.

O dano à campanha do filme, que tinha potencial para ser um “Marley e Eu” dos anos 2010, porém, já está feito. O Peta tem liderado um boicote à produção e a cena de bastidor, divulgada pelo site de fofoca TMZ é bem chocante para o público que normalmente lota os cinemas nesse tipo de filme.