GENTE

  • 02/02/2017 (15:15:21)

  • Repórter: Agência Brasil

  • Fotógrafo: Fábio Pozzebom / ABr

A morte de Marisa Letícia

Corpo de Marisa Letícia será velado no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

Ainda não se sabe qual o horário de início da cerimônia


Esposa do ex-presidente Lula não resistiu ao AVC sofrido no dia 24 de janeiro. Foto: Fábio Pozzebom / ABr
O corpo da ex-primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva, de 66 anos, que teve morte cerebral declarada na manhã de hoje (2), será velado no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Ainda não se sabe qual o horário de início da cerimônia.

Marisa Letícia foi internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Sírio-Libanês no dia 24 deste mês, depois de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico.

Segundo boletim médico divulgado pelo hospital, na manhã de hoje foi realizado um doopler transcraniano que identificou a ausência de fluxo cerebral na paciente. A família autorizou a doação de órgãos.

Marisa Letícia foi acompanhada pelas equipes coordenadas pelos médicos Roberto Kalil Filho, Milberto Scaff, Marcos Stávale e José Guilherme Caldas.

A trajetória da ex-primeira-dama
Marisa Letícia nasceu em uma casa de pau-a-pique, no bairro dos Casa, sobrenome do avô, que tinha um sítio em São Bernardo do Campo. Aos sete anos, mudou para a cidade. A mãe de Marisa, Regina Rocco Casa, era uma famosa benzedeira da região. Do pai, Antonio João Casa, dizem que puxou o gosto pelas plantas, seu hobby predileto.

A ex-primeira-dama trabalhou na fábrica de chocolates Dulcora, onde embalou bombons a partir dos 13 anos. Aos nove, havia sido babá das sobrinhas do pintor Cândido Portinari. Aos 19 anos estava casada. Ficou viúva quando estava grávida de quatro meses do seu filho Marcos. O marido foi assassinado em uma tentativa de assalto. Depois de morar pouco mais de um ano com os sogros, Marisa começou a trabalhar no bar de uma prima, o bar da Dirce. Nessa época, passou a viver com a sua mãe, que morava na mesma rua. Foi nesse período que Marisa teve o primeiro contato com a política. Ajudou na campanha de um vereador da região, que era amigo de Pedro, marido da prima Dirce.

Em 1973, conheceu Lula, quando foi até o sindicato dos metalúrgicos buscar um carimbo para retirar a sua pensão. Foi quando o ex-presidente fez questão de deixar cair sua carteira do sindicato para mostrar que também era viúvo. Osdois começaram a namorar. Lula ia frequentemente buscá-la no bar. Um ano depois veio o casamento. Lula adotou o filho de Marisa, Marcos, e teve mais outros três com ela.

Dona Marisa e o PT
Marisa Letícia empolgou-se durante a construção do PT. Responsável pelas fichas de inscrição, muitas vezes ela ia cadastrar as pessoas na rua, buscando convencê-las da importância de montar um partido dos trabalhadores. Dizem que é dela a costura da estrela na primeira bandeira do PT.