ECONOMIA

  • 08/01/2013 (00:26:00)

  • Da Redação

Futuro duvidoso

Preços do milho preocupam o setor no segundo semestre

Este foi um ano atípico para o milho brasileiro

Este foi um ano atípico para o milho brasileiro. Após um primeiro semestre com cenário difícil para a comercialização, os preços se recuperaram no segundo.
A seca nos Estados Unidos fez o país perder 100 milhões de toneladas e colocou o cereal do Brasil na mira externa. Preços internacionais elevados e câmbio favorável permitiram a exportação recorde de 20 milhões de toneladas pelo Brasil neste ano.
Em 2013, a situação pode ser o inverso. O primeiro semestre vai ser um período favorável para os produtores. O segundo, preocupante. A avaliação é de Leonardo Sologuren, da consultoria Clarivi, de Uberlândia (MG).
O analista alerta os produtores brasileiros para o fato de que os bons preços do milho devem forçar um crescimento de área nos EUA.
As estimativas preliminares indicam que o país poderá voltar à produção de 370 milhões de toneladas no próximo ano, um volume que era esperado para este ano. A seca fez a safra norte-americana recuar para 270 milhões.
Algumas previsões mais ousadas estimam uma safra dos EUA superior a 400 milhões de toneladas, desde que área e produtividade cresçam no próximo ano.
Não existe segurança nessas avaliações. Há análises, aliás, que indicam um cenário não muito confortável para os EUA. A seca não teria acabado e poderia afetar o plantio do próximo ano.
Sologuren diz que uma recuperação da safra norte-americana no próximo ano afetaria os preços do Brasil no segundo semestre. O produtor vem trocando o plantio de milho pelo de soja no verão e ampliando a área na safrinha.
Os bons preços estão levando o plantio para regiões antes não ocupadas pelo cereal, como o Centro-Oeste. Parte dessa produção está em local errado, principalmente por estar distante do mercado consumidor.
Uma redução mundial de preços tornaria o milho brasileiro pouco competitivo no mercado internacional e caro para ser transportado das regiões produtoras do Centro-Oeste para as regiões consumidoras do Sul do país. Um cenário bom para o produtor representa um cenário ruim para os produtores de animais.

Fonte:Bragricola