BRASIL

  • 01/09/2017 (11:05:31)

  • Repórter: Assessoria/CONIACC

Concientização

Setembro Dourado alerta sobre o diagnóstico precoce câncer infantil


Começa hoje, dia 1º, o “setembro dourado”, campanha nacional de conscientização sobre o câncer infantojuvenil promovida pela Confederação Nacional das Instituições de Apoio e Assistência à Criança e ao Adolescente com Câncer (CONIACC). A doença é a segunda maior causa de morte de crianças e adolescentes no País, atrás apenas de acidentes e violência.

Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), todos os anos 12 mil crianças e jovens são diagnosticados com câncer no Brasil, dos quais 70% dos pacientes possuem chance de cura se diagnosticados precocemente.

Para Teresa Fonseca, oncologista e presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE), é preciso evoluir o diagnóstico precoce para que haja maiores chances de cura.

“O Brasil possui uma taxa de cura em torno de 50% dos casos, distante de países como Estados Unidos, cuja a taxa de cura é de 80%”, diz a especialista.

Ela destaca ainda que no Brasil há dificuldade no acesso desde o atendimento básico até o tratamento especializado do câncer. “Somos um país de dimensão continental, então vemos muita discrepância no acesso à saúde e não existem condições de atendimento adequadas em todos os lugares”, completa.

Para o tratamendo do câncer infantojuvenil é necessário atenção às necessidades biopsicossociais do paciente. “Para isto é importante empenho de diversos setores, para que trabalhem juntos em prol de uma causa” finaliza Teresa.

Na campanha Setembro Dourado, iniciativa da CONIACC, o amarelo tem função de demonstrar um sinal de alerta para a necessidade de atitudes que levem ao diagnóstico precoce. Já a cor dourada simboliza o “padrão ouro” que necessitam os pacientes de câncer infantojuvenil.

Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE)

Fundada em 1981, a SOBOPE tem como objetivo disseminar o conhecimento referente ao câncer infantojuvenil e seu tratamento para todas as regiões do País e uniformizar métodos de diagnóstico e tratamento. Atua no desenvolvimento e divulgação de protocolos terapêuticos e na representação dos oncologistas pediátricos brasileiros junto aos órgãos governamentais. Promove o ensino da oncologia pediátrica, visando à divulgação e troca de conhecimento científico da área em âmbito multiprofissional.