GENTE

  • 06/03/2018 (14:13:20)

  • Repórter: Julmir Cecon

  • Fotógrafo: Divulgação

Julmir Cecon

Tema de casa ou de todas as horas?

Julmir Cecon, assessor de imprensa Cooperalfa, palestrante, escritor.

O futuro é uma intrigante travessia do tempo atual. Engano que seja do “DEPOIS!” É uma caminhada em nós mesmos, no agora; uma vasculha na qual a gente até se sente incomodado, com dor aqui, dor ali, ou angustiado. Às vezes, alegre. Isso depende! 

O futuro não passa de um repintar do pensamento, uma tentativa de reinvenção. Nessa análise a gente pode (ou não), se desaprovar por alguns instantes, imaginando que um novo “EU” nasça. E de fato, nasce! Às vezes, não continua vivo! Então, lúcidos ou em frangalhos, a gente se apresenta (de novo) aos próprios espelhos, para ver “SE AGORA VAI”. É um parto para uma outra viagem, por outra estrada ainda não experimentada. Se há abismos? Só indo até lá para saber.
 
O futuro é uma força interna de (re)temperar ou (re)cozinhar aquilo que, por alguma razão, não serve mais. Antes disso, vem o começo do fim de algo, onde para “revestir”, antes temos que “despir” crenças. Ou seria um despedir-se delas? No entanto, esse futuro sempre será um processo sem fim, de acreditarmos no abstrato que nos governará doravante, até se tornar, um FATO. É a vida olhando as suas sombras, agarradas até então numa espécie de bocejo de retrocesso. Daí, a gente se pergunta: “Por que não comecei isso antes?”. Fácil: porque nesse ANTES, a gente não se sonhava, nem víamos o nosso próprio avesso.
 
Rascunhar o futuro é uma paixão por ideias cruas e nuas, ainda intocáveis. É um fogo que arde para mudanças e que, só gera calor se a gente dá o primeiro passo. Logo! Assim, por incrível que pareça, esse logo já se torna passado numa fração de segundos, porque já o degustamos.
- Que coisa sem graça, durou tão pouco a caminhada pela passarela?
- Hummmm... e não era tão longa, nem perigosa quanto eu pensava!
- Já cheguei do outro lado e, se depender da faminta intuição, já é hora de um novo pensar!.
 
“Calma, espere um pouco”, é o que dissemos a nós mesmos.
- Nem saboreei esse “agora de agora” e quero um “novo de novo”? Sim, somos bem assim!
 
Sozinho ou junto, a gente caminha sempre rumo a esse futuro, com ou sem clareza, tateando a incerteza, beliscando o instinto, na linha reta ou torta, até dar em outro labirinto. Então, aquelas setas não servem mais. Lógico, são os novos questionamentos que surgem. Aceitemo-los com paciência, afinal, o nosso “Eu” de agora, jamais será como ANTES. Isso ajuda a apagar os pré-julgamentos, nossos e dos outros.  Com um pouco de resiliência, a gente acaba rindo da história que recém se foi e acariciamos glórias que ainda nem vieram. No fundo, esse tal futuro é uma antecipação de uma vitória, de um jogo que só recomeçou.
 
O negócio é, então, criar foco em algo e sentir (intuição) isso dentro de nós, ou seja, visualizar-nos de forma positiva naquilo que queremos e nos mover de imediato naquela direção, tornando o presente mais leve e fácil. O restante, a vida se encarregará de nos entregar, no seu tempo certo.
 
De alguma forma, o futuro ROMPE, enterra, resgata e nos convoca para a reaprendizagem. Queres uma vaga nessa aula? Matrículas abertas, afinal, não somos imortais, por mais que alguns assim se auto julguem. Façamos logo o tema de casa. Que é de todas as horas!