GENTE

  • 12/02/2019 (07:20:10)

  • Repórter: Agência Brasil/G1/R7

Corpo do jornalista Ricardo Boechat é velado no Museu da Imagem e do Som em SP

Velório deve durar até as 14h de terça (12) e depois corpo será cremado em cerimônia privada para familiares.

O velório do jornalista Ricardo Boechat, morto ontem (11) em um acidente de helicóptero, começou por volta das 23h30 no Museu da Imagem e do Som, nos Jardins, região nobre da capital paulista, mesmo bairro onde o jornalista morava.

A esposa de Boechat, Veruska Seibel Boechat, acompanhada de familiares, chegou por volta das 22h25 ao local. Cerca de uma hora depois, o caixão com o corpo do jornalista veio trazido por um carro do Serviço Funerário Municipal.

"Quando nós acabarmos de apurar esse caso, nós vamos encontrar um fio condutor entre essas tragédias que estão acontecendo. São sempre coisas que não estão adequadas. Uma barragem que não estava adequada, um dormitório que não estava adequado e, possivelmente, um helicóptero que não estava adequado", disse o presidente do Grupo Bandeirantes, em que Boechat trabalhava, João Carlos Saad.

O jornalista do Grupo Bandeirantes morreu na queda de um helicóptero na Rodovia Anhanguera, quando retornava de uma palestra em Campinas. O velório continuará até as 14h desta terça-feira (12). A Band não divulgou o local do sepultamento, que será em cerimônia reservada para a família.

O acidente ocorreu no início da tarde de hoje. O piloto da aeronave, Ronaldo Quatrucci, também morreu.

A pedido do presidente Jair Bolsonaro, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, irá representá-lo no velório do jornalista. Bolsonaro disse que ele e Boechat eram amigos “há mais de 30 anos” e que ele apelidou o jornalista de “Jacaré”.

Boechat tinha 66 anos, era apresentador do Jornal da Band e da rádio BandNews FM e tinha uma coluna semanal na revista ISTOÉ. O jornalista nasceu em Buenos Aires, na Argentina, quando o pai Dalton Boechat, diplomata, estava a serviço do Ministério das Relações Exteriores. Dono de um humor ácido, usava essa característica para noticiar fatos e criticar situações. O tom era frequente nos comentários de rádio, televisão e também na imprensa escrita.

Políticos, magistrados e organizações lamentaram a morte do jornalista.

Boechat deixou mulher, cinco filhas e um filho.

No acidente também morreu o piloto e dono do helicóptero, Ronaldo Quattrucci, que tinha 56 anos e deixa dois filhos. Segundo associação de pilotos, ele 'seguiu à risca as doutrinas de segurança até o último momento'.

"Importante destacar, ainda, a experiência de quase duas décadas do comandante, as licenças regulares, bem como as características e potencial da aeronave que comandava", diz a nota.

O helicóptero saiu de Campinas, no interior do estado, onde Boechat participou nesta manhã de um evento, e seguia em direção à sede do Grupo Bandeirantes, no Morumbi, Zona Sul . A queda ocorreu na rodovia Anhanguera, junto ao Rodoanel: a aeronave bateu na parte dianteira de um caminhão que transitava pela via.

Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave, um Bell Helicopter prefixo PT-HPG, estava em situação regular, mas a empresa não tinha autorização para fazer táxi aéreo.
"De acordo com o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), a aeronave estava com o Certificado de Aeronavegabilidade válido, bem como a Inspeção Anual de Manutenção, ou seja, em situação regular", diz nota da Anac.

Segundo o site da RQ Serviços Aéreos , a aeronave tem um alcance de 500 km e velocidade de 170 km por hora. A frota da empresa ainda tem mais duas aeronaves, um Robinson R44 e um R22.