AGRICULTURA

  • 20/02/2019 (10:54:38)

  • Julio Mocellin

  • Fotógrafo: Terezinha Vilk/Emater/RS-Ascar

Indígenas de Erebango aplicam recursos de programa em hortas e galinheiros

As famílias recebem R$ 2.400,00 para realizarem seus projetos produtivos

Na região do Alto Uruguai, a Emater/RS-Ascar vem executando o projeto do Programa de Fomento às Atividades Produtivas Rurais da Anater (Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural) que envolve 184 famílias de indígenas guaranis e caingangues, e quilombolas dos municípios de Erebango, Benjamin Constant do Sul e Sertão. As famílias recebem R$ 2.400,00 para realizarem seus projetos produtivos.

Em Erebango, 20 famílias indígenas guaranis são beneficiadas e recebem orientação da equipe do escritório municipal de Erebango. Uma delas, é a família de Natalino Lopes e Adriana Antunes de Oliveira, do acampamento Mato Preto, que está aplicando os recursos na ampliação da horta coberta com sombrite, e no galinheiro para criação de frangos. “Os recursos ajudam bastante. O espaço é pequeno, por isso, temos que aproveitar bem”, conta Adriana. Na horta são cultivas batata doce, morango, temperos, tomate, chuchu, entre outras hortaliças.

Em outra área, também pequena, a família cultiva milho para consumo próprio. Para ajudar na renda, neste período do ano, Natalino trabalha na colheita de frutas, em Nova Pádua, na serra gaúcha. Já Adriana é responsável pela horta e na criação dos frangos.

Outro exemplo vem da propriedade de João Antunes de Oliveira, de 55 anos, e de Sebastiana de Souza, 56 anos, que também moram no acampamento Mato Preto. A família ainda se recupera dos prejuízos que teve com o tornado que ocorreu em Erebango no ano passado que destruiu a casa onde moravam.

Com os recursos do projeto, a família adquiriu 15 pintos e cinco galinhas poedeiras. Tudo é para autoconsumo. “Não podemos depender de comprar tudo”, disse Sebastiana. O casal também aproveita uma área pequena próxima a casa para cultivar o milho utilizado na alimentação dos frangos. “Os recursos são pouco, mas ajuda bastante”, avaliou. A família tem quatro filhos, que são casados e não moram mais no acampamento.

A assistente técnica regional social da Emater/RS-Ascar, Nádia Farina da Rosa, lembra que o projeto iniciou em 2017 e se estende até 2020 com assistência técnica envolvendo várias ações, entre elas, capacitações, reuniões, diagnóstico da unidade familiar, elaboração do projeto de estruturação produtiva familiar, visitas, dias de campo e reunião de avaliação com parceiros.

Os projetos de Estruturação Produtiva Familiar realizados nos três municípios foram elaborados conforme o diagnóstico e necessidade que apontaram para elaboração de projetos de Segurança e Soberania Alimentar (SAN), com o intuito de qualificar a produção para o autoconsumo dessas famílias. A elaboração de pelo menos um projeto por unidade familiar deve respeitar os aspectos culturais e econômicos envolvidos, que contemplem a organização do trabalho familiar e a suas organizações, bem com as demandas dos membros da unidade produtiva, incluindo mulheres, jovens e idosos.


Fonte:Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar – Regional Erechim