ECONOMIA

  • 10/03/2019 (17:25:49)

  • Repórter: Gazeta do Povo

Dinheiro público

A farra dos cartões corporativos ainda existe, mas diminuiu com Bolsonaro

Apesar da redução de gastos, ainda é cedo para elogiar a redução de despesa neste início de governo

Campeão de uso de cartão do governo foi o servidor Bruno Schettino, durante o governo Dilma, com mais de R$ 105 mil gastos em churrascarias em 2013, o ano recorde de despesas no cartão até agora: R$ 61 milhões.

O cartão corporativo foi criado em 2001 no governo Fernando Henrique Cardoso. A ideia era facilitar a transparência de gastos, além de cobrir pequenas despesas urgentes relacionadas ao cargo. De lá para cá, no entanto, o mecanismo se tornou uma caixa preta, com sigilo acobertando enormes gastos com desvio de função. 

A partir do segundo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva as despesas com cartões corporativos aumentaram demasiadamente. Dos R$ 33,3 milhões gastos em 2006, o valor mais que dobrou e saltou para R$ 76,2 milhões no ano seguinte. O montante chamou atenção dos órgãos de controle, levando à criação, no início de 2008, de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos Cartões Corporativos.