AGRICULTURA

  • 22/12/2013 (20:59:54)

  • Julio Mocellin

  • Repórter: Da Redação

  • Fotógrafo: Divulgação

TECNOLOGIA NA LAVOURA

Dessecadora elétrica que substitui herbicidas chega à Região Noroeste do RS

Agricultores, técnicos, extensionistas da Emater/RS-Ascar e lideranças de diferentes pontos do Noroeste gaúcho conferiram na sexta-feira (20) a demonstração da máquina dessecadora elétrica em uma área onde deve ser cultivada soja, em Rolador Alto, interio

Agricultores, técnicos, extensionistas da Emater/RS-Ascar e lideranças de diferentes pontos do Noroeste gaúcho conferiram na sexta-feira (20) a demonstração da máquina dessecadora elétrica em uma área onde deve ser cultivada soja, em Rolador Alto, interior de Santo Cristo. A novidade chama a atenção pela eficiência no controle de ervas daninhas e por não agredir o meio ambiente, sendo desnecessário o uso de herbicidas.

A pergunta que todos os agricultores fazem ao saber da novidade: porque esse equipamento não ´é usado por todos os agricultores, já que o dinheiro gasto com veneno em safra seria suficiente para comprar o equipamento.

Com o uso da energia do próprio trator, a descarga elétrica da máquina Eletroherb interrompe a continuidade do processo de fotossíntese e, mesmo havendo períodos chuvosos, a planta daninha não terá condições de se recuperar. A máquina, que extermina todos os tipos de plantas invasoras, pode ser utilizada antes da implantação da cultura sem os eventuais riscos de contaminação oferecidos pelos herbicidas.

Para a aquisição da máquina e do trator, foram investidos R$ 357 mil, oriundos do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), com contrapartida da Prefeitura de Santo Cristo. Entretanto, ela pode ser utilizada pelos demais municípios da região que tiverem interesse, sendo necessário contatar com a Unicooper, central de cooperativas da agricultura familiar que irá administrar seu uso.

O equipamento com 4,2 metros de largura é aliado no contexto de produção de base agroecológica, com alimentos mais saudáveis, livres de agrotóxicos. Neste sentido, os produtores orgânicos terão prioridade no uso da máquina, entretanto, o equipamento pode ser aproveitado também por agricultores com produção convencional que pretendam diminuir o uso de agrotóxicos.