AGRICULTURA

  • 20/03/2019 (18:45:32)

Nova fonte de renda

Resina de pinus pode ser alternativa econômica para o Alto Uruguai

A atividade vem sendo realizada por produtores de Erval Grande, Itatiba do Sul e Severiano de Almeida.

Na região do Alto Uruguai houve vários ciclos de plantio de plantas exóticas, como eucalipto e pinus, visando à diversificação de culturas e ao aumento de renda nas propriedades. Na região, começa a aparecer um mercado promissor para o produtor que cultiva o pinus da espécie Elliottii, com a extração da resina, que já despertou o interesse de empresas de São Paulo, Santa Catarina e Paraná. A atividade vem sendo realizada por produtores de Erval Grande, Itatiba do Sul e Severiano de Almeida. 

De acordo com o engenheiro agrônomo e assistente técnico regional em Sistemas de Produção Vegetal da Emater/RS-Ascar, Luiz Angelo Poletto, na região do Alto Uruguai existem em torno de 500 mil a 1 milhão de árvores plantadas de pinus Elliottii. 

Poletto observa que a resina é um produto importante para a indústria química, sendo utilizado na fabricação de tintas, vernizes, colas, ceras, perfumarias, adesivos, solventes e desinfetantes, entre outros produtos. A resina é comercializada, em média, a U$ 1,00 (um dólar o quilo). “Uma árvore pode produzir, em média, de 3 a 6 quilos de resina por ano, durante cinco a seis anos”, avalia.

No total, a região do Alto Uruguai tem cultivados 3.861 hectares com pinus e 17.731 hectares de eucaliptos. O projeto visa à produção de lenha e madeira (tora). Devido aos baixos preços da lenha, a maioria das florestas para lenha foi derrubada, ficando somente florestas manuseadas para a produção de toras.

A Emater/RS-Ascar nos últimos anos organizou eventos, como dias de campo, visando à qualificação dos produtores, com orientações técnicas de manuseio com práticas de desbaste e desrama.  Na área de produção de tora, as serrarias existentes são de pequeno porte. “No momento, os produtores aguardam a melhora de preço no mercado nacional, sabendo que o setor de exportação começa a melhorar”, avalia Poletto.