POLÍTICA

  • 29/03/2019 (16:52:02)

  • Repórter: Gazeta do Povo

Última forma - 31 de março sem "comemorações"

Por que Bolsonaro desistiu de ‘comemorar’ e agora só vai ‘rememorar’ o golpe de 1964

Em meio à crise política, críticas até mesmo de aliados e à ameaça de dar motivo a um pedido de impeachment, presidente baixa o tom na defesa da ditadura militar, que no domingo completa 55 anos

No meio de uma semana cheia de atritos para resolver com o Congresso Nacional, o presidente Jair Bolsonaro abriu outro flanco para ser alvo de críticas, acirrar a crise política e até mesmo para dar motivo a um pedido de impeachment: a “comemoração” dos 55 anos do golpe militar de 1964, no dia 31, próximo domingo.

Oposição, Ministério Público Federal (MPF), entidades da sociedade civil e alguns aliados do presidente criticaram a intenção de celebrar a ditadura militar (1964-1985). O MPF alertou que a celebração do golpe poderia enquadrar Bolsonaro em crime de responsabilidade – que poderia resultar na cassação do presidente. Além disso, a possibilidade de celebrar o golpe também foi mais um elemento a pôr lenha na fogueira da crise entre Bolsonaro e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) – que é filho de um exilado político pela ditadura.