EDUCAÇÃO

  • 29/04/2019 (09:51:17)

  • Da Redação

Mestrados da UFFS

Mestrados da UFFS já colecionam histórias de sucesso com egressos em doutorados

Conheça três mestres formados no Campus Erechim e que estão seguindo jornada acadêmica no Brasil e no exterior

Além de oportunizar o acesso a cursos de Graduação gratuitos no Alto Uruguai gaúcho, a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) – Campus Erechim também é responsável por proporcionar quatro mestrados, também sem custo de mensalidades. São programas de pós-graduação que, além de formar pessoal docente em uma região antes desassistida deste nível formativo, auxiliam na produção de conhecimentos para subsidiar políticas, programas, planos e projetos em diferentes áreas do conhecimento.

No Campus Erechim, o primeiro mestrado, criado em 2013, foi em Ciência e Tecnologia Ambiental. Depois, em 2015, foram implementados o Mestrado Interdisciplinar em Ciências Humanas e o Mestrado Profissional em Educação. No ano passado, em parceria com o Campus Chapecó, a UFFS teve aprovado pela Capes o Mestrado em Geografia.

Nesses poucos anos de existência, os programas da UFFS já formaram dezenas de mestres. Comprovando a qualificação de excelência, muitos dos egressos já foram para doutorados em universidades renomadas, como UFRGS e UFPR, e até no exterior.

Abaixo você vai conhecer três histórias de egressos que estão em doutorados. Ficou interessado? O Mestrado Profissional em Educação e o Mestrado em Geografia estão com inscrições abertas de seus processos seletivos. Saiba mais no site www.uffs.edu.br.

Suéllen Tonatto Ferrazzo, mestre em Ciência e Tecnologia Ambiental pela UFFS. É doutoranda em Engenharia Civil na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

“Ter realizado meu mestrado na UFFS me proporcionou, de forma gratuita e de qualidade, desenvolver habilidades, adquirir conhecimentos científicos e tecnológicos e aplicá-los de forma interdisciplinar. O Mestrado em Ciência e Tecnologia Ambiental me permitiu compreender e vivenciar a aplicação da ciência para o estudo e o desenvolvimento de técnicas e produtos, que visam contribuir para a solução dos mais diversos problemas. Essas experiências me conduziram ao Doutorado em Engenharia Civil, na área de Geotecnia, na UFRGS. Meu tema de pesquisa no mestrado foi ‘estudo dos efeitos do ataque ácido nas propriedades química, mineralógica e morfológica de geomateriais’. Agora no doutorado vou trabalhar com o uso de resíduo de areia de fundição para base de pavimento asfáltico.”

Marlina Oliveira Schiessl, mestre Profissional em Educação pela UFFS. Hoje está no Doutorado em Educação da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

“Viver a experiência formativa de um mestrado em uma universidade pública e gratuita possibilitou a mim, professora da Educação Básica, a imersão em um processo de formação continuada e acadêmica que, ao longo de dois anos, impulsionou a desconstrução e reconstrução de minha caminhada profissional e, consequentemente, levou à transformação de minha realidade educacional. Minha pesquisa, acolhida pela professora Maria Sílvia Cristofóli, buscou compreender e intervir na formação continuada das coordenadoras pedagógicas atuantes na Educação Infantil da rede municipal de Brusque-SC. Os caminhos da pesquisa, vivenciados na coletividade do Programa de Pós-Graduação Profissional em Educação (PPGPE) da UFFS, foram determinantes no processo de constituição do meu eu enquanto pesquisadora, e, sem sombra de dúvidas, reafirmou as certezas sobre fazer pesquisa educacional voltada à infância. Chego agora na Universidade Federal do Paraná (UFPR) para investigar as relações étnico-raciais voltadas às crianças e os seus processos de escolarização. Só tenho gratidão para com Erechim, minha cidade de origem, e para a UFFS, que acolheu meu sonho pessoal de fazer uma pós-graduação pública e de qualidade.”

Paulo Acácio Amarante Vasconcelos Soares, mestre em Interdisciplinar em Ciências Humanas pela UFFS. Aprovado para doutorado na Stony Brook University (Nova York, EUA).

“Até pouco antes de ingressar na Graduação, eu sequer tinha ciência da existência de uma rede pública de Ensino Superior. Durante todo o meu Ensino Médio, eu não me imaginava cursando uma Graduação, porque não me imaginava capaz de pagar por uma. Isso tem a ver com o mestrado também. Durante o mestrado eu deixei de ser camelô e passei a ser professor ACT do Ensino Básico. Frequentei as aulas em Erechim e estagiei enquanto era professor com 30h semanais. Na Graduação, dediquei-me a analisar a relação entre cinema e história e, depois, terminei inserindo elementos da filosofia e da literatura no mestrado. Meu objetivo com a dissertação era depreender um pensamento sobre a História advindo do Cinema de Sylvio Back. Em 2016, o meu professor orientador, Fábio Feltrin de Souza, passou um tempo na Stony Brook University (SBU) como visiting scholar, depois de ter passado um período na Unicamp. Ele fez contato com o grupo de professores do Departamento de Língua e Literatura Hispânica. Entre eles, o professor Javier Uriarte, uruguaio que pesquisa, também, temas relativos ao Brasil. Desse contato veio a sugestão e a ideia de um estudante brasileiro na SBU, coisa que o programa carecia, já que tem um caráter bem internacional (mais da metade dos estudantes são de fora dos Estados Unidos). Fábio sugeriu meu nome e, quando retornou, me falou dessa possibilidade. Através dele passei a ter contato com o Javier e ele me sugeriu para que me candidatasse ao PhD. Eu nunca havia pensado em morar nos EUA. Mesmo que tenha aprendido sozinho inglês, nunca tive a pretensão de conversar neste idioma. Depois de entrevistas com os professores, finalmente consegui a aprovação com bolsa. Espero que esse período me abra novas portas, além de me permitir subir mais um degrau na escadinha acadêmica. Vejo a SBU como um verdadeiro portal para o resto da América Latina, provavelmente maior do que teria num programa brasileiro. A experiência seguramente será algo que eu não pensava que viveria, mas agora eu já consigo imaginar coisas maiores para depois.”

Egressos dos mestrados da UFFS – Campus Erechim que foram para doutorados:

Mestrado Profissional em Educação

Marlina Oliveira Schiessl: doutorado em andamento em Educação na Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Mestrado Interdisciplinar em Ciências Humanas

João Marcelo Faxina: doutorado em andamento em Interdisciplinar em Ciências Humanas na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Paulo Acácio Amarante Vasconcelos Soares: aprovado para doutorado na Stony Brook University (EUA).

Mestrado em Ciência e Tecnologia Ambiental

Bruno Venturin: doutorado em andamento em Engenharia Agrícola na Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste)

Camile Thais Castoldi: doutorado em andamento em Produção Vegetal na Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc).

César Tiago Forte: doutorado em andamento em Agronomia na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Ediane Roncaglio Baseggio: doutorado em andamento em Agronomia na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).

Guilherme Victor Vanzetto: doutorado em andamento em Engenharia Civil e Ambiental na UPF.

Suellen Tonatto Ferrazzo: doutorado em andamento em Engenharia Civil na UFRGS.

Tomas Carlotto: doutorado em andamento em Engenharia Ambiental na UFSC.