POLÍTICA

  • 30/04/2019 (18:53:44)

  • Repórter: Da Redação

Crise se agrava na Venezuela

Fim da usurpação de Maduro é irreversível, diz Guaidó na Venezuela

Autoproclamado presidente interino do país mobilizou população nesta terça

Horas após convocar uma mobilização do povo venezuelano contra a "usurpação" do governo de Nicolás Maudro, o autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, segue participando de manifestações em Caracas. Com o auxílio de um mega-fone, Guaidó enfatizou nesta terça-feira seu discurso de liberdade para a população do país. 

"As ruas da Venezuela seguem cheias de gente e mais gente. Irmãos, estamos fazendo história. O término da usurpação é irreversível", disse em manifestação pelo Twitter. "Os 24 estados do país estão assumindo o caminho: rua sem volta. O futuro é nosso: povo e Forças Armadas unidos pelo fim da usurpação", complementou. 

Maduro assegura que tem "total lealdade" dos chefes militares

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse nesta terça-feira que conta com a "lealdade total" da liderança militar, depois que um grupo de soldados se rebelou em apoio ao líder da oposição Juan Guaidó. "Nervos de Aço!" Falei com os Comandantes de todos os REDI e ZODI do País, que manifestaram total lealdade ao Povo, à Constituição e à Pátria. Apelo à máxima mobilização popular para garantir a vitória da Paz. Nós vamos ganhar!", afirmou Maduro no Twitter em sua primeira reação à rebelião.

"Situação se agravou, mas Brasil não vai intervir", diz ministro

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência (GSI), general Augusto Heleno, disse nessa terça-feira que, apesar da situação da Venezuela ter se agravado, o governo brasileiro seguirá o preceito constitucional de não intervir em conflitos internos de países amigos.

“Tivemos o agravamento da situação quando lançaram blindados em cima da população à pé, o que é bastante violento (...) Há o preceito constitucional e o Brasil vai manter, de não interferir em assuntos internos de países amigos. Eles sabem que não vamos intervir militarmente”, afirmou Heleno.

Em nota, PT diz que Venezuela passa por tentativa de golpe

Texto é assinado pelos parlamentares Gleisi Hoffmann, Humberto Costa e Paulo Pimenta
Um comunicado oficial do Partido dos Trabalhadores (PT) sobre a situação política da Venezuela condena o que chama "tentativa de golpe levada a cabo pela oposição da direita golpista e antichavista". A nota é assinada pelos parlamentares Gleisi Hoffmann (PR), Humberto Costa (PE) e Paulo Pimenta (RS) - respectivamente, presidente nacional do partido e líderes da legenda no Senado e na Câmara.

Para o PT, "grupos opositores tentam há anos derrubar o governo democraticamente eleito do Partido Socialista Unido da Venezuela" e só não teriam conseguido tomar o poder graças ao apoio que a sigla e o sistema de Nicolás Maduro "têm junto às pessoas, após anos de políticas voltadas ao bem-estar da população e contrárias à exploração imperialista e das elites locais".

Leopoldo López se refugia na residência diplomática do Chile em Caracas

Leopoldo López, ferrenho opositor do governo de Nicolás Maduro está abrigado na residência diplomática do Chile em Caracas, capital venezuelana. López está acompanhado da esposa, Lilian Tintori, e dos filhos. Mais cedo, López que cumpria prisão domiciliar disse ter sido solto após os soldados que vigiavam sua casa deixarem de reconhecer a liderança do chavista. Então, foi para as ruas ao lado de Juan Guaidó. Leopoldo foi condenado a 14 anos de prisão por sua participação nas manifestações da oposição em 2014. Cinco militares venezuelanos também pediram abrigo na embaixada, ao ponto que outros dois opositores, Freddy Guevara e Roberto Enriquez, estão no local há mais de um ano.

A informação de que López buscou abrigo na embaixada tinha sido divulgada poucos instantes antes, pelo embaixador da Venezuela na ONU, Samuel Moncada.

Veículo blindado passa por cima de manifestantes opositores em Caracas

Um blindado atropelou um grupo de opositores que estavam se manifestando em Caracas, na Venezuela, nesta terça-feira contra o presidente Nicolás Maduro, de acordo com imagens transmitidas pela mídia local e estrangeira. O veículo avançou contra várias pessoas que protestavam em frente a La Carlota, a base aérea onde o chefe do parlamento, Juan Guaidó, anunciou a revolta militar mais cedo.

Planalto confirma que 25 militares da Venezuela pediram asilo à embaixada

O Palácio do Planalto confirma que cerca de 25 militares da Venezuela pediram asilo à embaixada brasileira e que foram recebidos pelo Brasil. O governo brasileiro não revela, por enquanto, a identidade dos militares que foram acolhidos. A decisão de recebê-los foi do presidente Jair Bolsonaro.

Embora a leitura inicial deste gesto seja de que autoridades militares começariam a se desgarrar do Nicolás Maduro, o que reforçaria a situação do presidente autoproclamado Juan Guaidó, fontes do Planalto ressaltam que não há dados concretos sobre isso. A situação ainda está muito instável, conforme relatou uma fonte do Planalto. Daí a cautela em se afirmar que melhorou a situação de Guaidó.