AGRICULTURA

  • 15/05/2019 (22:22:41)

  • Da Redação

Controle da raiva

Secretaria da Agricultura captura morcegos vampiros para controlar raiva

Desde o início deste ano, o Rio Grande do Sul contabiliza 35 focos de raiva herbívora em 17 municípios

Desde o início deste ano, o Rio Grande do Sul contabiliza 35 focos de raiva herbívora em 17 municípios, oito deles registrados em Soledade. Uma das ações importantes para o controle da raiva é evitar o contato de animais e humanos com o morcego hematófago Desmodus rotundus, também conhecido como morcego vampiro.

A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) é a responsável pelo controle destes animais no Estado, e a orientação é que a população não tente capturá-los por conta própria. “A captura do morcego hematófago é realizada somente pelos Núcleos de Controle da Raiva do Estado, devidamente capacitados, vacinados contra a raiva e equipados para tal fim”, alerta Wilson Hoffmeister, coordenador do Programa de Controle da Raiva Herbívora.

O Rio Grande do Sul conta com dez núcleos de controle da raiva, cujas equipes são acionadas pelas regionais da Secretaria da Agricultura sempre que houver laudo positivo para raiva em herbívoro, ou se forem constatados altos índices de mordedura em animais de produção em determinada região.

As capturas são realizadas com auxílio de redes de neblina (mist-nets) em áreas de mata próximas aos abrigos ou junto às fontes alimentares. Depois de capturados, os morcegos recebem uma carga de pasta vampiricida sobre o dorso e são soltos. “Os morcegos hematófagos costumam interagir com outros membros da colônia com mordidas e lambeduras. Após passar a pasta no dorso de um animal, ele é solto e retorna à colônia, acabando por contaminar outros 20 indivíduos”, explica o analista ambiental André Witt, do Programa de Controle da Raiva Herbívora.

A secretaria solicita que a população informe a localização de morcegos vampiros à Inspetoria de Defesa Agropecuária da sua região. Os animais geralmente fazem abrigos em casas abandonadas, poços, debaixo de pontes e cavernas. “Estas informações são fundamentais para que a estratégia de controle populacional dos morcegos consiga sucesso e impeça que a doença avance e cause grandes danos à pecuária no Rio Grande do Sul”, destaca o secretário Covatti Filho.