ECONOMIA

  • 05/06/2019 (22:25:52)

  • Repórter: Aghência Brasil

​ Banco também igualou taxas do SFH e do SFI

Caixa baixa juros do financiamento imobiliário

O banco também anunciou a renegociação de dívidas imobiliárias de pessoas físicas, também a partir de segunda-feira 

Mutuários da Caixa Econômica Federal vão poder contrair financiamentos para a casa própria com juros menores. O banco anunciou hoje a redução dos juros do crédito imobiliário e igualou as taxas do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) e do Sistema Financeiro Imobiliário (SFI) para as operações contratadas a partir da segunda-feira que vem.

A taxa mais alta cobrada pelo banco caiu de 11% ao ano mais a Taxa Referencial (TR, atualmente em zero) para 9,75% ao ano mais a TR. A taxa mais baixa, paga pelos correntistas ou pessoas que tiverem algum tipo de relacionamento com a Caixa, passou de 8,75% ao ano mais TR para 8,5% ao ano mais TR. A Caixa concentra cerca de 70% do crédito imobiliário no País.

O banco unificou as taxas do SFH e do SFI. O SFH é voltado para os financiamentos de imóveis de menor valor, com parte das unidades financiadas com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O SFI é destinado a imóveis com valor acima de R$ 1,5 milhão sem cobertura do FGTS. Por abranger unidades mais caras, tradicionalmente o SFI vinha cobrando juros mais altos que o SFH.

As novas taxas valerão não apenas para a aquisição de imóveis novos, mas também para o financiamento de imóvel usado, a compra de terreno para construção, a construção em terreno próprio, além de reformas e ampliações.

Renegociação
O banco também anunciou a renegociação de dívidas imobiliárias de pessoas físicas, também a partir de segunda-feira. O devedor pode pagar uma entrada à vista e incorporar as parcelas atrasadas nas prestações seguintes. O mutuário também pode abater das prestações o saldo do FGTS ou mudar a data de vencimento.

Segundo a Caixa, o cliente pode procurar uma agência para tentar um acordo personalizado. O banco está disposto a perdoar multas em algumas situações.

Conforme a Caixa, a renegociação vai beneficiar 600 mil famílias devedoras, com potencial de alcance de 2,3 milhões de pessoas.